segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Serra do Corvo Branco. Subida e descida 10/09/2013

Acredito que a maioria dos ciclistas ou cicloturistas tenham em seus projetos, descer ou subir a Serra do Corvo Branco, um dia. Eu me incluo neste grupo e aproveitei o retorno de Erechim, para passar por Urubici. Esta passagem pela serra estava no meu projeto de viagem que realizei para o RS em 2012, mas devido a alguns problemas, não consegui realizar.
Chegamos na cidade (eu e esposa) às 13:40h, procuramos  a Pousada do Professor Verto, garantimos a estadia e partimos em seguida para subir o Morro da Igreja, com altitude de 1.822m. Ali está instalado o CINDACTA II.




Após descemos e seguimos a direita para a localidade de São Pedro no sentido da Serra do Corvo Branco. A uns 4 km. antes do topo da serra e aonde termina o asfalto, tirei a bike do carro e iniciei a pedalada às 15:15h. A esposa voltou para a pousada.
Esta pequena distância foi difícil, pois a estrada neste dia estava sendo patrolada e tinham muitas pedras soltas, além de ter uma subida para chegar ao topo.
A Serra do Corvo Branco pertence ao município de Grão Pará e foi a estrada pioneira que fez a ligação entre o litoral e a serra. Está a 27km. do centro de Urubici.
O trecho inicial da descida é asfaltado (uns 700m.), aonde existem as curvas tipo cotovelo. O corte na rocha tem uma altura de 90m.
Na descida todo cuidado é pouco, devido ao nível de inclinação e muitas pedras soltas.




  

Após descer 4 km., um breve descanso com direito a lanche para acumular energia para o retorno. Inicia com uma subida bem puxada e daí em frente é ir controlando a ansiedade de chegar novamente no topo. Nestes momentos de baixa velocidade é que se consegue observar a impressionante beleza das montanhas, lugar ainda bastante preservado. Por isso, considerei esta serra bem mais bonita que a do Rio do Rastro.





Chegada ao topo, agradeci por ser contemplado com saúde e energia para poder usufruir de momentos como estes. Nesta altura da minha vida (estou na porta dos 64 anos de existência), cada etapa e, principalmente as especiais, tem que ser muito comemorada.



E para terminar, um momento especial. Um belo por do sol.


Cheguei na pousada às 18:50h.

Km. do dia: 41.
Altimetria máxima: 1183m.
Altimetria mínima:    800m.
Track: aqui


sábado, 14 de setembro de 2013

Viagem Erechim-Itá-Erechim. Dia 2: Itá-Aratiba-Erechim 06/09/2013

Uma boa cama e um belo amanhecer são fatores importantes para se iniciar bem o dia. Um ótimo café no hotel, após arrumação dos alforjes na bike e às 08:05h. estava de volta para Erechim.



O trajeto do dia será todo pela RS-420, com a maioria de asfalto e apenas 18km. de chão, no trecho entre o reservatório e a entrada de Aratiba. 







Chegando em Aratiba.



Cheguei em Aratiba às 10:45h. Parada numa padaria para um café com sanduíche. Breve descanso e segui em frente. A temperatura estava subindo e o pedal foi se tornando mais cansativo que a vinda, pois a altimetria a ser acumulada seria bem maior que o dia anterior.



Às 12:30h., parada na beira da estrada, novamente em ponto de ônibus. Na maioria das viagens que faço, habitualmente prefiro lanchar no almoço, pois me sinto melhor na pedalada da tarde deste jeito. Carrego sempre biscoitos integrais, frutas, banana seca, uva passas, algum doce, entre outras coisas.

Depois de um sobe/desce danado, cheguei em Erechim às 14:10h. Contente, pois não houve nenhum problema mecânico e nem furo de pneu.

Km. do dia: 75
Altimetria máxima: 828m.
Altimetria mínima: 301m. 
Track: aqui 


Viagem Erechim-Itá-Erechim. Dia 1:Erechim-Barra do Rio Azul-Itá 05/09/2013

Com a ida para Erechim (eu e esposa) para a casa da minha sogra, programei uma viagem de bike para conhecer Itá, cidade que passou por mudanças devido a construção da Usina Hidrelétrica de Itá.
Fundada em 1.956 a cidade foi mudada para um lugar mais alto em 1.996, para permitir o enchimento do reservatório da UHE de Itá, que se iniciou em 2.000 e que inundou 103 km² de terras, em sua maioria minifúndios, em 11 municípios.
O desvio das águas foi feito no rio Uruguai. A capacidade instalada da usina é de 1.450 MW.

Iniciei o pedal às 07:35h., com a temperatura um pouco fria (normal nesta época na região norte do RS), seguindo sentido Aratiba pela RS-420.


Logo na saída da cidade, uma boa descida de uns 9km. Após passar pela localidade de Dourado, começou uma subida equivalente a descida, o que permitiu o aquecimento e a retirada de agasalhos.



Com uns 20km. rodados, peguei uma estrada de chão para o município da Barra do Rio Azul, com 2 objetivos: ter um trajeto diferente da volta e o mais importante, conhecer a pinguela sobre o rio Paloma, aonde o meu amigo Lulis passou um dos maiores sufocos da sua vida, quando estendeu sozinho a sua pedalada para visitar parentes em Ponte Serrada-SC, quando da nosssa viagem de Joinville a Erechim em outubro de 2.011.

Passando pelas comunidades de Rio Azul e Rio Brasil, cheguei às 09:00h. na Barra do Rio Azul. Parada na frente a Igreja para um descanso e um lanche.





Como as informações obtidas eram imprecisas sobre as condições da pinguela citada anteriomente, e por não ser tão destemido como o Lulis, resolvi seguir pela estrada que vai para Aratiba.
Na altura do distrito de Linha Pinhão, peguei um acesso a esquerda que saiu novamente na RS-420, indo de encontro ao reservatório da usina.


Parada de ônibus. Local do lanche/almoço.



  



Cheguei em Itá às 14:00h., ficando num hotel em frente ao parque balneário (Itá Park Hotel). Nem entrei no quarto, apenas deixei os alforjes e aproveitei para conhecer as torres da igreja antiga que ficou inundada pelo reservatório. Novamente um boa descida e claro, teve o troco na volta.




Retorno ao hotel às 15:05h. Um belo dia para pedalar.


Km. do dia: 87
Altimetria máxima: 798m.
Altimetria mínima: 316m.
Track: aqui

domingo, 16 de junho de 2013

Subindo o Rio Manso 08/06/2013

Aproveitando o onda de saudosismo que está presente por estes dias, programei um passeio que lembra parte do roteiro que fiz com o Odois Expedição em 09/01/2009, como convidado. A parte  marcante deste trajeto será a subida do Rio Manso, o inverso da vez anterior. Como dizem, não há nada de manso, tanto no rio que desce que ainda está na fase da juventude em boa parte do seu leito, como na subida que precisa de muito esforço para superá-la.
A mansidão é propiciada pela natureza exuberante emoldurada pelos contrafortes da Serra do Mar e pela tranquilidade da região, com o barulho das águas correndo pelas pequenas quedas d'água do rio.
E para aproveitar e compartilhar tudo isto, o Paulo Rost e o Leandro Koser aceitaram o desafio.
Com uma semanada de tempo bom, condição fundamental para termos a estrada do Manso em boas condições, partimos sábado cedo para esta empreitada.
Às 05:05h. encontrei o Paulo no centro e às 05:20h., o Leandro na Expoville, e seguimos pela rua XV, via Vila Nova e Rodovia do Arroz.


Entramos em Schroeder I e às 07:20 h. estávamos na panificadora Flohr saboreando um bom café da manhã.




Como o pneu traseiro do Leandro estava com um pequeno vazamento, paramos no posto Mime no centro de Schroeder, para consertá-lo antes de começar a subir a serra.
Seguimos para o bairro de Santa Luzia e às 08:50 h. iniciamos a subida do Manso.




Só contemplando o que nos esperava.



  


A partir daqui vai começar a brincadeira que é muito séria. Serão 31 km. até Campo Alegre.




Na subida temos as capelinhas com as estações da via sacra.



Cachoeira nos paredões do Manso.








Um pouco antes da última capela, o pneu do Leandro traseiro furou novamente. Ele foi empurrando até a capelinha e aí foi feita uma pesquisa mais intensa no problema. Leandro e Paulo montaram uma pequena oficina para tentar resolver o problema de uma vez por todas. O Paulo descobriu que o arame do pneu estava desfiando e apresentava uma pequena farpa internamente. Foi feito um remendo no local. Só a sequência do passeio iria nos dizer se foi solucionado o problema em definitivo. Aproveitamos para fazer um lanche e neste ínterim recebemos a visita de dois ciclistas de Schroeder que faziam o seu exercício matinal. Conversamos um pouco e logo após eles retornaram.


A parti daí, as subidas iriam se tornar mais íngremes, com a mata fechando a estrada e o rio bem ao lado. Fui surpreendido por um casal de jacú que estava numa árvore bem alta, mas tenho certeza que a estranheza maior foi deles, por estar invadindo o seu habitat natural.
Segue uma foto para quem não conhece.


Logo em frente, houve alternância de subidas com partes planas.

Divisa entre Joinville e Jaraguá do Sul.
Esta é a essência da equipe: companheirismo. O Leandro empurrando o Paulo para ele continuar em frente.







Antes da confluência da estrada, aonde existe o depósito de caulim enfrentamos os últimos morros pesados. Haja energia.
Nesta bifurcação encontramos um grupo de ciclistas de Curitiba que estavam iniciando a descida. Vieram de van até este ponto.


Ponto mais alto do trajeto: 1.039 m.




Chegamos em Campo Alegre às 13:05h. e fomos almoçar na Churrascaria do Egon.


Repostas as calorias e devidamente descansados partimos às 14:50h. para Joinville, descendo a Serra Dona Francisca. Mas para chegar na descida, existem muitas subidas para serem transpostas.
Como construíram terceira pista em várias subidas, o acostamento praticamente foi suprimido, o que torna a pedalada bem mais complicada, exigindo bastante cuidado e atenção.
Na última subida antes do hotel Fazenda Dona Francisca, após ter dado uma parada para descanso, o pneu dianteiro da minha bike foi ao chão. Serviço executado, iniciamos a descida.


Entramos por Pirabeiraba e seguimos pela Estrada da Ilha. Cheguei em casa às 18:03h.
Só relembrando, o pneu do Leandro não furou mais. Portanto a equipe técnica está de parabéns.
Agradeço ao Paulo e Leandro pelo companheirismo e pela disposição em acordar tão cedo.


Fotos: Heil e Leandro
Km. do dia: 153
Altimetria máxima: 1.039 m.
Track: aqui