quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Viagem Erechim-Bento Gonçalves. Dia 1: Erechim-Erebango-Estação-Passo Fundo 07/08/2016

Antes de relatar o primeiro dia desta viagem, vale algumas considerações. Por quê Erechim? É a cidade que residem a minha sogra e minha cunhada. Aproveitando para comemorar o aniversário da cunhada, programei este roteiro não tão conhecido para cicloturismo no sul do Brasil.
Erechim desta vez foi o ponto de partida, mas em 2011 se tornou o fechamento da viagem Joinville-Erechim, com o grupo Odois Expedição.
No planejamento, foi mesclado asfalto com caminhos alternativos por estradas de chão, primeiramente pelas belezas naturais e pelo baixo trânsito/velocidade menor no piso de chão. Em segundo, pelo estado das rodovias asfaltadas com acostamento precário, principalmente no trecho Passo Fundo-Marau-Casca. Após consultas a ciclistas de Passo Fundo (Pedal do Kusma e Gigante Bike (Chico)),  fui aconselhado a pedalar o mínimo possível no asfalto, pois a RS-324 que passa pelas três cidades, é conhecida como a Rodovia da Morte.

Domingo foi o dia de iniciar o percurso. Como choveu de madrugada, aguardei um pouco para ver se a previsão estava correta e às 08:15h. parti para Passo Fundo sem chuva.


Na saída de Erechim entrei na BR-153 (Transbrasiliana) que logo a uns 3 km. se transforma em estrada de chão. Este trecho até Passo Fundo aguarda a mais de 40 anos para ser asfaltado. A ligação atual por asfalto é feita pela RS-135, via Getúlio Vargas.



Após ter percorrido poucos km., peguei um trecho em mais enlameado e o barro vermelho foi grudando que nem uma cola na bike. Com os freios V-brakes e o paralama traseiro com pouca altura para a roda, se tornou impossível pedalar.



Achei um pequeno toco de madeira para limpar o mais grosso da lama e indo para frente e para trás para soltar o barro do paralama, fui tentando sair do atoleiro. O câmbio dianteiro não funcionava mais direito e corrente era puro barro. Mais na frente, a estrada voltou a ficar mais seca e pude pedalar devagar para tentar soltar a sujeira aos poucos.
Após limpar um pouco a corrente jogando água, numa subida longa houve uma travada no câmbio traseiro, com subida do mesmo para cima. A primeira impressão é que a viagem terminaria por aqui.
Após soltar o mesmo e tentar alinhar um pouco o braço que entortou, segui viagem com cuidado, pois as marchas bem reduzidas não funcionavam corretamente. Na segurança para continuar, empurrei em algumas subidas mais íngremes.


Após uns 21,5 km. pelo chão da 153, peguei uma variante à esquerda para Erebango.


Chegando logo após o meio-dia na cidade, encontrei um posto de combustível fechado com uma mangueira e água à disposição para fazer a limpeza da bike.



Com os câmbios limpos e corrente lubrificada, a relação de marchas melhorou bastante e segui viagem via asfalto para Estação.




Em Estação, decidi seguir para a RS-135, em vez de ir para Sertão e Coxilha por estradas de chão (plano original), na dúvida de encontrar mais barro pelo caminho.



Às 17:30h. estava dando entrada no hotel dos Viajantes em Passo Fundo, para um banho e merecido descanso.

Km. do dia: 90
Altimetria máxima: 791m.
Altimetria mínima: 633m.
Track (roteiro): aqui



5 comentários:

  1. Ô, ô, ô, eu! Quem foi que fiz esse roteiro? =)

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    1. Desconheço. Mas faltou alguma coisa, por ex., a presença do Odois.

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    2. Desconheço. Mas faltou alguma coisa, por ex., a presença do Odois.

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  2. Muito Bom, vou correr lá e ler o segundo relato. Parabéns

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  3. Natinha de barro no primeiro dia?! Que bença!

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