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sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Vale Europeu de Cicloturismo. Roteiro 7: Alto Palmeiras-Benedito Novo-Timbó 25/09/2021

 

Um amanhecer mais frio, após uma boa noite de sono. Como a pousada não fornece café da manhã, fomos na lanchonete ao lado comer um mixto quente e tomar uma média com leite. Aproveitamos para solicitar um sanduíche duplo para o nosso lanche/almoço no pedal.

Vista do quarto da pousada, na manhã.

Como a pousada possui uma garagem fechada bem grande, os paulistas guardaram todas as suas bikes nesse local. Acredito que a outra pousada que ficaram não tenha um local apropriado. Então de manhã o local estava agitado com manobras de bike pelo pátio. Foi então que conheci o Rodrigo, marido da Carol e que ela tinha falado que viria hoje para ajudar no trabalho de guia do grupo. Ele também estava com uma e-bike.

Pelo jeito o Rodrigo é um estudioso/conhecedor de peças de bike, pois observou que na minha bike V-brake 26, eu ainda uso os trocadores Shimano Dual Control. É conforme a foto abaixo, linha Deore XT (todas as peças da bike são XT). Não vingou no mercado,  pois os ciclistas que fazem trilhas ou pedais mais acelerados, precisam fazer essas manobras de forma rápida e independente. Mas no cicloturismo, aonde andamos mais devagar, eles funcionam adequadamente. São extremamente macios na troca de marchas (devido alavanca longa).Vc faz tudo numa única peça, troca para baixo e para cima e também freia. Uso desde final de 2008, já tem mais de 25.000 km. e nunca deu problema.




Também observou que uso cubo dínamo Shimano XT, na dianteira. A energia gerada acende o farol dianteiro e a lanterna traseira. Para o cicloturismo é muito bom, pois não se carrega baterias ou pilhas. A perda de arrasto é ínfima.


Partimos às 08:40 h. para o último roteiro do circuito, que envolve inicialmente uma parte mais plana, depois uma boa descida e após uma subida, sendo essa a mais acentuada de todas do Vale Europeu. Trajeto mais curto hoje, em torno de 50 km.








Um trecho basicamente plano de 15 km. até a igreja da estrada geral de Rio Milanês (Paróquia Imaculada Conceição).


Após são uns 5 km. de descida até a ponte coberta sobre o rio dos Cedros, mas conhecida como a ponte coberta do Rio Milanês. Nesse trecho encontramos novamente o Rodrigo assessorando os paulistas e estavam fazendo uma pequena trilha bem íngrime, na beira da estrada. 

Fotos antes da descida. 



Os últimos 1,8 km. dessa descida são bem inclinadas, com bastante costelas de vaca. Encontramos subindo, um comboio de uns 15 veículos 4 X 4, entre diversas camhionetes e Jeep Troller. Tivemos que tomar cuidado, pois vinham embalados.

Fotos da ponte coberta e do rio. 







Nesse ponto encontramos outro grupo de ciclistas paulistas e o Sr. que conversamos, falou que estava vindo pela segunda vez e trazendo amigos. Dessa vez veio com carro de apoio, mas na anterior pedalou com alforges. Disse que gosta muito da região, por a natureza ser muito bonita e principalmente, pelo tratamento do povo catarinense dessas localidades, ser muito atencioso.

Seguimos pela margem esquerda por mais uns 4 km. 


Atravessamos uma ponte de concreto à direita e após à esquerda, no asfalto por uns 300 m. e novamente à direita, agora chão pela estrada do Rio Cunha. Por uns 4,5 km. serão só subida, sendo os últimos 1,7 km. bem inclinados e teve alguns empurra bike. 





Um pouco antes do topo, paramos numa casa para pedir água e fomos muito bem atendidos por 3 senhores, que nos forneceram água gelada. 

Hoje foi o dia que teve mais sol em nossa viagem.

No topo paramos num ponto de ônibus, como uma banquinho de madeira, para fazermos o nosso lanche/almoço. Era umas 12:20 h.

Passamos até por rodeio crioulo nessa viagem.


Após, uns 2,5 km. de plano e mais 4,5 km. de descida até Benedito Novo. Atravessar a cidade até a SC-477 (liga Benedito a Doutor Pedrinho) no paralelepípedo é o terror de ciclista.



Dobramos à esquerda e seguimos por uns 2,7 km., aonde atravessamos para o outro lado do rio, seguindo boa parte por paralelepípedo (estrada antiga) até a SC-110 (ligação de Timbó a Rodeio).
 


E finalmente nossa chegada em Timbó, finalizando a volta completa do circuito.





Os carimbos das etapas comcluídas.




Ao final dessa cicloviagem, fica o registro na memória de bons momentos que passei junto com o Dalri. Valeu muito também, por rememorar diversas passagens de 2008, quando fiz o Circuito VE, na mesma quantidade de dias (total de 5). Essa vez foi em duas etapas, na anterior foram dias corridos.


E fica a sugestão para quem pedala. Faça uma cicloviagem (2 dias ou mais). Vá com um ou mais amigos. Se gosta de se sentir mais confortável e seguro, contrate uma empresa de cicloturismo (que darão apoio/assessoria no trajeto e levarão as bagagens), enfim, saia daqueles pedais diários de bate e volta. 
Cicloviajando vc. conhece locais diferentes e a cultura da região, podendo apreciar calmamente toda a natureza, principalmente se for numa velocidade de pedal mais moderada. Claro que vc pode fazer tudo isso nesse mesmo local, com um veículo motorizado, mas é bem diferente.

Mas vá principalmente com calma para aproveitar. Não precisa bater recordes no Strava. O Circuito Vale Europeu tem 7 roteiros, fazê-lo em 5 dias já é puxado. Escutei de um paulista que encontramos no caminho, que teve 2 amigos que fizeram o total dos 300 km. do circuito, em 2 dias. Isso é loucura.

Chegada em Timbó às 14:40 h. Feito a logística de buscar o carro em Rodeio, retornar, carregar as bikes, chegamos em casa às 18:00 h.

Fotos: Heil e Dalri

Km. do dia: 53,71
Altimetria máxima: 735 m.
Altimetria mínima: 74 m.
Altimetria acumulada: 713 m. (pelo Wikiloc)
Track(roteiro): aqui

Total parcial (últimos 4 roteiros):
Km.: 199,46
Altimetria acumulada: 3.859 m. 

Total geral (7 roteiros do Vale Europeu):
Km.: 332,10
Altimetria acumulada: 5.223 m.




domingo, 22 de março de 2020

Vale Europeu de Cicloturismo. Roteiros 2 e 3: Pomerode-Indaial-Rodeio 15/03/2020



Após uma boa noite de descanso, levantamos cedo, arrumamos todas as tralhas, lubrificamos as correntes e estávamos prontos para percorrer os trechos 2 e 3 do circuito. Nos despedimos das esposas que retornariam um pouco mais tarde para Joinville e também da D. Maria, dona da pousada. Recentemente ela ficou viúva e aos seus 81 anos  continua ativa, sempre com uma boa palavra de fé e estímulo.


Como a pousada não tem café, mas mantém um preço justo (as demais pousadas em Pomerode, com a Osterfest, estão com preços exorbitantes), seguimos às 07:15 h. para uma padaria próxima para o café da manhã.
Às 07:45 h. efetivamente iniciamos o pedal do dia.



 

Saímos pelo bairro Wunderwald, e logo após uns 6 km. da placa do roteiro do segundo dia, começam alguns morrinhos que são os mais puxados dessa etapa. O ponto mais alto chegou a 322 m. de altitude.

Uma paisagem de encher os olhos.


Após, caímos no Vale do Selske, que é um trecho bem plano até chegar na SC-421(asfalto que liga Blumenau a Pomerode).



Após pedalar por 1 km. e pouco no asfalto, dobramos à esquerda para a região denominada Mulde,  A uma altura de 800 m. depois da saída do asfalto, encontramos um pé de goiaba carregado (está na sua época), num terreno vazio e à venda. Como já passava das 10 h., estava no momento ideal de um lanche.


Após mais uns 9 km., numa subida num ribeirão (acredito ser o mesmo nome da rua Ribeirão Souto), tiramos as nossas sapatilhas e refrescamos as pernas, já que o calor e o sol forte mostravam como seria esse dia.




Antes da saída na BR-470 em Indaial, encontramos novamente os nossos conhecidos ciclistas paulistas que estavam lá no topo da serrinha do Rio Ada no dia anterior.

Entrada em Indaial pela Ponte dos Arcos.


Rio Itajaí-Açú e Ponte Victor Konder ao fundo.


Término do roteiro do dia 2.


Como já íamos emendar daí, no roteiro 3 do circuito, seguimos pela margem esquerda do rio, mas não encontramos nenhuma lanchonete aberta ou local para carimbar o passaporte. Voltamos para o centro para procurar o hotel Larsen, aonde fiquei em 20008. Após o carimbo, fomos a procura de algo para comer, sendo que encontramos um buffet simples e quase fechando, na rua Marechal Floriano Peixoto (já passava das 13:40 h.). 
Indaial aos domingos parece uma cidade fantasma.

Partimos às 14:20 h. sentido bairro Warnow, com um sol de fritar ovos no asfalto.

Casa antiga se acabando no tempo.


Pinguela do Warnow, que liga o bairro a BR-470, com sistema eletrônico de controle de semáforo em cada lado.




Casa antiga.


Parada num bar para comprar água e chupar 2 picolés cada um. Calor estava bem forte.

Ponte coberta do bairro.


Após a ponte, são 11 km. de estrada de chão até Ascurra, com as famosas costelas de vacas, terror de ciclistas/cicloturistas.


Em Ascurra, entramos logo à esquerda depois da ponte sobre o Rio Itajaí-Açú, na BR-470. Até Rodeio são alguns quilômetros de muito calçamento de pedra (uns 4). Fomos até a Pousada Cama e Café Stolf, aonde carimbamos o passaporte e fomos muito bem atendidos pelo Marcelo.

Fotos: Dal'ri e Heil.
Km. do dia: 81
Altimetria máxima: 322 m.
Altimetria mínima: 52 m.
Altimetria acumulada: 759 m.
Track(roteiro): aqui

Como ainda tínhamos que chegar em Timbó para pegar o carro e voltar para casa, partimos de Rodeio às 17:30 h. e com 17 km., chegamos às 18:50 h. Percurso plano sobre asfalto e com um bom acostamento.

Km. desse trajeto: 17
Altimetria máxima: 116 m.
Altimetria mínima: 69 m.
Track(roteiro): aqui

Chegamos em Joinville às 21:30 h., cansados mas com o espírito renovado. Agradeço ao Dal'ri pela companhia.

Lembrança de 2008. Algumas fotos do pedal deste mesmo trajeto. Bike: Caloi Elite com Alívio 24.