domingo, 21 de novembro de 2021

Morro da Pipa em Canelinha/SC. 21/11/2021


Com a passagem de alguns dias por Itapema, foi o momento de conhecer o Morro da Pipa no município de Canelinha, situado no vale do Rio Tijucas. 

Esse morro fica na comunidade de Galera e é ideal para a prática de voo livre e mountain bike na região.

Feito um convite ao Tiago Bertinato de Itapema, com quem já fiz alguns pedais pela região e que prontamente aceitou. Às 05:30 h., partimos com um belo dia ao amanhecer.

Seguimos pela BR-101 e na altura da praça de pedágio do Perequê (Porto Belo), pegamos a Estrada Geral do Sertão de Valongo e saímos na altura da Subestação Tijucas da Celesc, na rodovia SC-410.



Mais uns 3 km., já chegamos ao trevo de Canelinha e depois percorremos a rua Galera.

Só vislumbrando o morro que teríamos que galgar.

Algumas fotos da subida do morro, com direito a uma bica de água potável bem geladinha. Tem alguns trechos bem íngremes aonde eu fui de empurra bike.






Às 09:35h. chegamos ao topo do Morro da Pipa, aonde os pilotos saltam de parapente e asa delta.








A bike cansou muito, assim como o dono.

No retorno, tomamos muito cuidado na descida e pegamos direto a SC-410, passando por Tijucas. Depois acessamos a localidade de Santa Luzia e chegamos em Itapema, pela Av. José Neoli Cruz, com direito a ciclovia. Essa estrada antigamente era a que fazia a ligação de todo o tráfego entre Tijucas e Itajaí, antes de ser inaugurada a BR-101. Conheci muito bem esse trajeto, pois me criei em Itapema. Nesse trecho de Tijucas a Itapema pegamos um vento contra bem forte, o que dificultou um pouco o nosso término do pedal.

Às 12:40h. em casa para o almoço com a família.

Agradeço ao Tiago pela agradável companhia de sempre.

Km. do dia: 90
Altimetria máxima: 569 m.
Altimetria mínima: 2 m.
Altimetria acumulada: 862 m. (pelo Wikiloc)
Track(roteiro): aqui

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Joinville a Erechim. Um grande pedal completando 10 anos. 05/10/2021.

 


Hoje é dia relembrar o dia 05/10/2011, quando eu e o companheiro Lulis, do Odois.org   (grupo do qual faço parte), partimos para Erechim de bike, no Rio Grande do Sul. Foram 7 dias de pedal e 623 km.

Seguem vídeo, o relato completo e algumas fotos, dessa cicloviagem de 10 anos atrás.














sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Vale Europeu de Cicloturismo. Roteiro 7: Alto Palmeiras-Benedito Novo-Timbó 25/09/2021

 

Um amanhecer mais frio, após uma boa noite de sono. Como a pousada não fornece café da manhã, fomos na lanchonete ao lado comer um mixto quente e tomar uma média com leite. Aproveitamos para solicitar um sanduíche duplo para o nosso lanche/almoço no pedal.

Vista do quarto da pousada, na manhã.

Como a pousada possui uma garagem fechada bem grande, os paulistas guardaram todas as suas bikes nesse local. Acredito que a outra pousada que ficaram não tenha um local apropriado. Então de manhã o local estava agitado com manobras de bike pelo pátio. Foi então que conheci o Rodrigo, marido da Carol e que ela tinha falado que viria hoje para ajudar no trabalho de guia do grupo. Ele também estava com uma e-bike.

Pelo jeito o Rodrigo é um estudioso/conhecedor de peças de bike, pois observou que na minha bike V-brake 26, eu ainda uso os trocadores Shimano Dual Control. É conforme a foto abaixo, linha Deore XT (todas as peças da bike são XT). Não vingou no mercado,  pois os ciclistas que fazem trilhas ou pedais mais acelerados, precisam fazer essas manobras de forma rápida e independente. Mas no cicloturismo, aonde andamos mais devagar, eles funcionam adequadamente. São extremamente macios na troca de marchas (devido alavanca longa).Vc faz tudo numa única peça, troca para baixo e para cima e também freia. Uso desde final de 2008, já tem mais de 25.000 km. e nunca deu problema.




Também observou que uso cubo dínamo Shimano XT, na dianteira. A energia gerada acende o farol dianteiro e a lanterna traseira. Para o cicloturismo é muito bom, pois não se carrega baterias ou pilhas. A perda de arrasto é ínfima.


Partimos às 08:40 h. para o último roteiro do circuito, que envolve inicialmente uma parte mais plana, depois uma boa descida e após uma subida, sendo essa a mais acentuada de todas do Vale Europeu. Trajeto mais curto hoje, em torno de 50 km.








Um trecho basicamente plano de 15 km. até a igreja da estrada geral de Rio Milanês (Paróquia Imaculada Conceição).


Após são uns 5 km. de descida até a ponte coberta sobre o rio dos Cedros, mas conhecida como a ponte coberta do Rio Milanês. Nesse trecho encontramos novamente o Rodrigo assessorando os paulistas e estavam fazendo uma pequena trilha bem íngrime, na beira da estrada. 

Fotos antes da descida. 



Os últimos 1,8 km. dessa descida são bem inclinadas, com bastante costelas de vaca. Encontramos subindo, um comboio de uns 15 veículos 4 X 4, entre diversas camhionetes e Jeep Troller. Tivemos que tomar cuidado, pois vinham embalados.

Fotos da ponte coberta e do rio. 







Nesse ponto encontramos outro grupo de ciclistas paulistas e o Sr. que conversamos, falou que estava vindo pela segunda vez e trazendo amigos. Dessa vez veio com carro de apoio, mas na anterior pedalou com alforges. Disse que gosta muito da região, por a natureza ser muito bonita e principalmente, pelo tratamento do povo catarinense dessas localidades, ser muito atencioso.

Seguimos pela margem esquerda por mais uns 4 km. 


Atravessamos uma ponte de concreto à direita e após à esquerda, no asfalto por uns 300 m. e novamente à direita, agora chão pela estrada do Rio Cunha. Por uns 4,5 km. serão só subida, sendo os últimos 1,7 km. bem inclinados e teve alguns empurra bike. 





Um pouco antes do topo, paramos numa casa para pedir água e fomos muito bem atendidos por 3 senhores, que nos forneceram água gelada. 

Hoje foi o dia que teve mais sol em nossa viagem.

No topo paramos num ponto de ônibus, como uma banquinho de madeira, para fazermos o nosso lanche/almoço. Era umas 12:20 h.

Passamos até por rodeio crioulo nessa viagem.


Após, uns 2,5 km. de plano e mais 4,5 km. de descida até Benedito Novo. Atravessar a cidade até a SC-477 (liga Benedito a Doutor Pedrinho) no paralelepípedo é o terror de ciclista.



Dobramos à esquerda e seguimos por uns 2,7 km., aonde atravessamos para o outro lado do rio, seguindo boa parte por paralelepípedo (estrada antiga) até a SC-110 (ligação de Timbó a Rodeio).
 


E finalmente nossa chegada em Timbó, finalizando a volta completa do circuito.





Os carimbos das etapas comcluídas.




Ao final dessa cicloviagem, fica o registro na memória de bons momentos que passei junto com o Dalri. Valeu muito também, por rememorar diversas passagens de 2008, quando fiz o Circuito VE, na mesma quantidade de dias (total de 5). Essa vez foi em duas etapas, na anterior foram dias corridos.


E fica a sugestão para quem pedala. Faça uma cicloviagem (2 dias ou mais). Vá com um ou mais amigos. Se gosta de se sentir mais confortável e seguro, contrate uma empresa de cicloturismo (que darão apoio/assessoria no trajeto e levarão as bagagens), enfim, saia daqueles pedais diários de bate e volta. 
Cicloviajando vc. conhece locais diferentes e a cultura da região, podendo apreciar calmamente toda a natureza, principalmente se for numa velocidade de pedal mais moderada. Claro que vc pode fazer tudo isso nesse mesmo local, com um veículo motorizado, mas é bem diferente.

Mas vá principalmente com calma para aproveitar. Não precisa bater recordes no Strava. O Circuito Vale Europeu tem 7 roteiros, fazê-lo em 5 dias já é puxado. Escutei de um paulista que encontramos no caminho, que teve 2 amigos que fizeram o total dos 300 km. do circuito, em 2 dias. Isso é loucura.

Chegada em Timbó às 14:40 h. Feito a logística de buscar o carro em Rodeio, retornar, carregar as bikes, chegamos em casa às 18:00 h.

Fotos: Heil e Dalri

Km. do dia: 53,71
Altimetria máxima: 735 m.
Altimetria mínima: 74 m.
Altimetria acumulada: 713 m. (pelo Wikiloc)
Track(roteiro): aqui

Total parcial (últimos 4 roteiros):
Km.: 199,46
Altimetria acumulada: 3.859 m. 

Total geral (7 roteiros do Vale Europeu):
Km.: 332,10
Altimetria acumulada: 5.223 m.