terça-feira, 5 de outubro de 2021

Joinville a Erechim. Um grande pedal completando 10 anos. 05/10/2021.

 


Hoje é dia relembrar o dia 05/10/2011, quando eu e o companheiro Lulis, do Odois.org   (grupo do qual faço parte), partimos para Erechim de bike, no Rio Grande do Sul. Foram 7 dias de pedal e 623 km.

Seguem vídeo, o relato completo e algumas fotos, dessa cicloviagem de 10 anos atrás.














sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Vale Europeu de Cicloturismo. Roteiro 7: Alto Palmeiras-Benedito Novo-Timbó 25/09/2021

 

Um amanhecer mais frio, após uma boa noite de sono. Como a pousada não fornece café da manhã, fomos na lanchonete ao lado comer um mixto quente e tomar uma média com leite. Aproveitamos para solicitar um sanduíche duplo para o nosso lanche/almoço no pedal.

Vista do quarto da pousada, na manhã.

Como a pousada possui uma garagem fechada bem grande, os paulistas guardaram todas as suas bikes nesse local. Acredito que a outra pousada que ficaram não tenha um local apropriado. Então de manhã o local estava agitado com manobras de bike pelo pátio. Foi então que conheci o Rodrigo, marido da Carol e que ela tinha falado que viria hoje para ajudar no trabalho de guia do grupo. Ele também estava com uma e-bike.

Pelo jeito o Rodrigo é um estudioso/conhecedor de peças de bike, pois observou que na minha bike V-brake 26, eu ainda uso os trocadores Shimano Dual Control. É conforme a foto abaixo, linha Deore XT (todas as peças da bike são XT). Não vingou no mercado,  pois os ciclistas que fazem trilhas ou pedais mais acelerados, precisam fazer essas manobras de forma rápida e independente. Mas no cicloturismo, aonde andamos mais devagar, eles funcionam adequadamente. São extremamente macios na troca de marchas (devido alavanca longa).Vc faz tudo numa única peça, troca para baixo e para cima e também freia. Uso desde final de 2008, já tem mais de 25.000 km. e nunca deu problema.




Também observou que uso cubo dínamo Shimano XT, na dianteira. A energia gerada acende o farol dianteiro e a lanterna traseira. Para o cicloturismo é muito bom, pois não se carrega baterias ou pilhas. A perda de arrasto é ínfima.


Partimos às 08:40 h. para o último roteiro do circuito, que envolve inicialmente uma parte mais plana, depois uma boa descida e após uma subida, sendo essa a mais acentuada de todas do Vale Europeu. Trajeto mais curto hoje, em torno de 50 km.








Um trecho basicamente plano de 15 km. até a igreja da estrada geral de Rio Milanês (Paróquia Imaculada Conceição).


Após são uns 5 km. de descida até a ponte coberta sobre o rio dos Cedros, mas conhecida como a ponte coberta do Rio Milanês. Nesse trecho encontramos novamente o Rodrigo assessorando os paulistas e estavam fazendo uma pequena trilha bem íngrime, na beira da estrada. 

Fotos antes da descida. 



Os últimos 1,8 km. dessa descida são bem inclinadas, com bastante costelas de vaca. Encontramos subindo, um comboio de uns 15 veículos 4 X 4, entre diversas camhionetes e Jeep Troller. Tivemos que tomar cuidado, pois vinham embalados.

Fotos da ponte coberta e do rio. 







Nesse ponto encontramos outro grupo de ciclistas paulistas e o Sr. que conversamos, falou que estava vindo pela segunda vez e trazendo amigos. Dessa vez veio com carro de apoio, mas na anterior pedalou com alforges. Disse que gosta muito da região, por a natureza ser muito bonita e principalmente, pelo tratamento do povo catarinense dessas localidades, ser muito atencioso.

Seguimos pela margem esquerda por mais uns 4 km. 


Atravessamos uma ponte de concreto à direita e após à esquerda, no asfalto por uns 300 m. e novamente à direita, agora chão pela estrada do Rio Cunha. Por uns 4,5 km. serão só subida, sendo os últimos 1,7 km. bem inclinados e teve alguns empurra bike. 





Um pouco antes do topo, paramos numa casa para pedir água e fomos muito bem atendidos por 3 senhores, que nos forneceram água gelada. 

Hoje foi o dia que teve mais sol em nossa viagem.

No topo paramos num ponto de ônibus, como uma banquinho de madeira, para fazermos o nosso lanche/almoço. Era umas 12:20 h.

Passamos até por rodeio crioulo nessa viagem.


Após, uns 2,5 km. de plano e mais 4,5 km. de descida até Benedito Novo. Atravessar a cidade até a SC-477 (liga Benedito a Doutor Pedrinho) no paralelepípedo é o terror de ciclista.



Dobramos à esquerda e seguimos por uns 2,7 km., aonde atravessamos para o outro lado do rio, seguindo boa parte por paralelepípedo (estrada antiga) até a SC-110 (ligação de Timbó a Rodeio).
 


E finalmente nossa chegada em Timbó, finalizando a volta completa do circuito.





Os carimbos das etapas comcluídas.




Ao final dessa cicloviagem, fica o registro na memória de bons momentos que passei junto com o Dalri. Valeu muito também, por rememorar diversas passagens de 2008, quando fiz o Circuito VE, na mesma quantidade de dias (total de 5). Essa vez foi em duas etapas, na anterior foram dias corridos.


E fica a sugestão para quem pedala. Faça uma cicloviagem (2 dias ou mais). Vá com um ou mais amigos. Se gosta de se sentir mais confortável e seguro, contrate uma empresa de cicloturismo (que darão apoio/assessoria no trajeto e levarão as bagagens), enfim, saia daqueles pedais diários de bate e volta. 
Cicloviajando vc. conhece locais diferentes e a cultura da região, podendo apreciar calmamente toda a natureza, principalmente se for numa velocidade de pedal mais moderada. Claro que vc pode fazer tudo isso nesse mesmo local, com um veículo motorizado, mas é bem diferente.

Mas vá principalmente com calma para aproveitar. Não precisa bater recordes no Strava. O Circuito Vale Europeu tem 7 roteiros, fazê-lo em 5 dias já é puxado. Escutei de um paulista que encontramos no caminho, que teve 2 amigos que fizeram o total dos 300 km. do circuito, em 2 dias. Isso é loucura.

Chegada em Timbó às 14:40 h. Feito a logística de buscar o carro em Rodeio, retornar, carregar as bikes, chegamos em casa às 18:00 h.

Fotos: Heil e Dalri

Km. do dia: 53,71
Altimetria máxima: 735 m.
Altimetria mínima: 74 m.
Altimetria acumulada: 713 m. (pelo Wikiloc)
Track(roteiro): aqui

Total parcial (últimos 4 roteiros):
Km.: 199,46
Altimetria acumulada: 3.859 m. 

Total geral (7 roteiros do Vale Europeu):
Km.: 332,10
Altimetria acumulada: 5.223 m.




quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Vale Europeu de Cicloturismo. Roteiros 5 e 6: Doutor Pedrinho-Gruta de Santo Antônio-Alto Cedros(Lago Pinhal)-Alto Palmeiras 24/09/2021


Bom descanso, café reforçado às 07:00 h.. Pedimos e pagamos à parte, para levar para o nosso almoço, sanduíche e ovo cozido. Antes de sairmos, deu uma pancada rápida de chuva que ajudou a molhar a poeira. 

Às 08:20 h. partimos para o dia mais pesado em termos de altimetria acumulada. Envolveria os roteiros 5 e 6. Também hoje como ontem, não deu tempo de aquecer suficientemente, pois após uns 2 km., já começou uma subida bem puxada em torno de 3 km. Porém, antes passaram por nós os paulistas, assessorados por 2 guias, da empresa Seledon de Turismo de Timbó, entre os quais, a Carol com quem conversamos no dia anterior. A Carol estava com uma e-bike da Sense e no futuro quando as pernas cansarem um pouco, vou pensar seriamente em adquirir esse modelo de bike, para enfrentar "os morrinhos" que sempre gostei. O único detalhe é que tem que fazer uma boa poupança primeiro.

Para fazer o Roteiro 5, que vai até o Alto Cedros(ou Lago Pinhal), existem 2 trajetos atualmente divulgados pelo Circuito. Através do caminho que passa na Cachoeira Véu de Noiva, o mais antigo ou o mais novo(criado em 2016 ou 2017), através da Gruta de Santo Antônio.

No primeiro, eu conheci em 2008 os meninos do Odois.org (todos de Curitiba), que como eu, estavam fazendo o Vale Europeu pela primeira vez. Em 2010 fui integrado ao grupo fechado e já fizemos algumas viagens juntos. Essa foi especial em 2015, entre a Argentina e o Chile, Paso Vergara. E para relembrar esse momento de 2008, que foi especial e continua sendo até hoje, segue essa foto:

Da esquerda para direita: eu, minha sobrinha Ivana Raquel, seu marido Ricardo, os amigos do Odois Du, Arce, Lulis e Thiago. Quem tirou a foto foi o Neto, filho do casal, que com 11 anos já pedalava muito.

O trajeto pela Gruta de Santo Antônio é muito bonito e a estrada de chão no dia que passamos, estava um tapete.

Foto antes de começar a subir.


Os paulistas estavam sem carga e foram na frente. Nós continuamos com o nosso ritmo bem mais devagar e tranquilo.











Depois do acesso da Gruta de Santo Antônio, aonde não entramos, tem uma descida bem íngrime em torno de 4 km., aonde todo cuidado é pouco. Uma parte plana a seguir e antes de começar uma outra subida mais longa, tem uma capelinha do mesmo Santo.


E lá vai a tônica do dia. Sobe e desce e subida novamente por uns 3,5 km. Quando fica puxado mesmo, vamos de empurra bike, sem nenhum demérito. Numa das paradas para descanso chegou um casal pedalando de Jaraguá do Sul, Mônica e Jair. Conversamos um pouco e seguimos juntos por alguns km. Após nos despedimos e eles continuaram num outro ritmo, pois estavam com pouca carga. Em Alto Cedros dobrariam à direita e iriam para Rio dos Cedros.

A partir deste ponto teríamos uma descida para chegar no Lago Pinhal (Alto Cedros).





Chegada no Lago Pinhal próximo das 13:00 h. para o lanche/almoço e um descanso.



Seguimos à esquerda acompanhando o lago. Na estrada foi colocado cascalho de trecho em trecho, pedras relativamente grande, dificultando a pedalada.


Quase no final do lago, deu deslocamento no bagageiro dianteiro do Dalri, danificando em parte um alforge. Após algumas paradas e diversas tentativas de conserto, achamos uma solução para continuar a viagem com segurança. Com isso tivemos um bom atraso, o que não permitiu que visitássemos a Cachoeira Formosa. Passamos na entrada e já passava das 18:00 h.





E continuamos no sobe e desce até atingirmos a altura de 937 m. Esse trecho é o mais isolado do circuito. Encontramos diversos caminhões bitrem carregados de toras de eucalipto.
Após este ponto alto, foram uns 18 km. basicamente de descida até atingirmos a Pousada Palmeira (altura de 655 m.), aonde ficaríamos. Chegamos às 19:30 h.
Ainda bem que as duas bikes estão equipadas com cubo dínamo e bons faróis, o que permitiu percorrer parte do trajeto final da noite com segurança.

Para o Dalri, que tem 65 anos e para mim, que no dia 12/10 completo 72 anos, é sempre um grande desafio enfrentar essa altimetria acumulada alta e subidas com nível de inclinação acentuado, apesar de estarmos bem preparados.

Um bom banho, um X com fritas na lanchonete ao lado da pousada e um merecido descanso.

Hoje foi um bom dia para treinar a paciência perante as dificuldades que se apresentaram pelo caminho.


Fotos: Heil e Dalri

Km. do dia: 78,04
Altimetria máxima: 937 m.
Altimetria mínima: 520 m.
Altimetria acumulada: 1.642 m. (pelo Wikiloc)
Track(roteiro): aqui