domingo, 22 de agosto de 2021

Faxinal do Bepe 21/08/2021


Hoje foi o dia de conhecer o Faxinal do Bepe, tradicional passagem de ciclistas da região de Blumenau. Região muito bonita, e que aonde só passam veículos 4x4. O Faxinal do Bepe está situado dentro da Unidade de Conservação (UC): Parque Nacional da Serra do Itajaí. Envolve 9 municípios, sendo que os maiores percentuais das áreas estão pela ordem de grandeza decrecentes, em Indaial, Apiúna, Blumenau, Botuverá e Guabiruba.

Observação importante para os veículos 4x4: precisa pegar autorização no ICMBio. Se for encontrado dentro do parque sem, pela fiscalização, poderá sofrer multa e altíssima. Caracteriza crime ambiental.

Atravessamos o Faxinal do Bepe no sentido Blumenau-Apiúna. O nome é uma homenagem a José (Giuseppe) Molinari, que nos anos 50 se mudou para essa região, com a mulher e 7 filhos para trabalhar na coivara, para um proprietário de terras. Com o tempo a família abriu uma pousada para atender o pessoal que percorria essa região. Em 2013, (28/10/2013), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra a unidade, não permitiu mais o funcionamento e a pousada foi fechada. Os tradicionais encontros de jipeiros, ciclistas e adoradores da natureza, agora só serão permitidos diante de autorização prévia. 

Como o início do pedal seria lá em  Blumenau, às 06:00h., levantei bem cedo para estar lá no apto. do Maurício Luís Nunes (#mtbdebombacha). Nesse local eu deixaria o carro no estacionamento do prédio.

Na passagem por Massaranduba, fui contemplado por essa bela imagem.

Como os demais companheiros do Maurício não puderam ir, às 05:50h. partimos para o desafio do dia.

Passamos pelos bairros Garcia e Progresso. Antes de começar a subir o morro M7 (significado de 7 km.), fomos brindados pelo astro rei.

O M7 em chão, tem uma estrada bem conservada e passagem para qualquer tipo de tração de veículos. E no meado do morro, o sol nos acompanhando.



Ás 08:17h. chegamos na igrejinha (São José Operário) para o nosso primeiro lanche do dia.


Chegou logo após, um grupo de ciclistas de Blumenau que vão até um ponto mais alto , num mirante de pinheiros, a uns 2,5km. e retornam para Blumenau. Esse é um roteiro que os ciclistas fazem muito afim de estarem antes do almoço em casa.

Logo na frente, um estante de tiro do Exército, que tem essa unidade dentro do parque.


Depois desse ponto, começa o trecho mais difícil de todo o trajeto que se prolonga por 12km. até a antiga pousada.



Ribeirão Garcia,  que acompanha boa parte do trajeto.



Situação da estrada. Aqui foi de empurra-bike boa parte e só passa 4x4.



A antiga placa antes de chegar na Pousada do Faxinal do Bepe.


Chegamos no que restou da pousada um pouco antes do meio-dia, para fazermos o lanche/almoço. Vejam a foto de acervo e o que existe hoje. Tem também o que sobrou da igrejinha que fica ao lado.






Devidamente reabastecidos, seguimos subindo por mais uns 8 km.







E agora seriam uns 25 km. basicamente de descida, até Apiúna, aonde paramos para descansar um pouco e fazermos um novo lanche.


Descemos pela BR-470 e atravessamos a ponte pênsil no Warnow e seguimos por Indaial. Veja video da ponte (aqui

E no final da tarde, novamente surpresa boa.


Às 18:35h. estávamos no nosso ponto de origem. Agradeço ao Maurício pela agradável companhia e ao Bom Deus, por me dar saúde para poder enfrentar um pedal desafiador como esse.

Fotos: Heil e Maurício.

Km. do dia: 127
Altimetria máxima: 803 m.
Altimetria mínima: 10 m.
Altimetria acumulada: 2.490 m. (pelo Wikiloc)
Track(roteiro): aqui

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Conhecendo o Morro do Saco-Pomerode 12/06/2021

Neste sábado fomos pedalar pela região de Rio dos Cedros e Pomerode, para enfrentar um morro ainda desconhecido. Para participar desta empreitada o companheiro seria o Luiz Fernando Lutke, o Xuxa, que já esteve presente em muitos roteiros que já tracei com morros.

Saímos cedo de Joinville no carro do Xuxa e seguimos no sentido Jaraguá do Sul, aonde deixamos o veículo estacionado no Parque Malwee. Foi nosso ponto de partida do pedal. Às 06:50h., com uma temperatura abaixo de 10 graus e uma neblina forte, iniciamos o aquecimento pelo bairro Rio da Luz.



Após uns 13 km. passamos pelo acesso (à direita) para o Mirante do Vale, outro roteiro com morro que fizemos em dezembro de 2020 (veja aqui).
Logo começamos a subir e após atingir uma altitude maior, saímos da neblina baixa. Isso permitiu que o sol aparecesse na sua forma matinal.




Com uns 16 km. percorridos chegamos na confluência com a Estrada Carolina (à direita) ou Rio Ada. Esta estrada faz parte do primeiro dia do Circuito do Vale Europeu. Já percorri duas vezes (2008 e 2020), mas vindo de Timbó. Agora faria invertido.



Logo chegaríamos no topo da serra do Rio Ada, numa altitude de 408 m. Após descermos 1.300 m. dobramos à esquerda e iniciamos a subida do Morro do Saco, que desse lado deve pertencer ao município de Rio dos Cedros. Desde o início é uma subida de respeito. A origem do nome desse morro não descobri (O Xuxa ficou curioso o por quê do Morro do Saco).
Percorridos algumas centenas de metros fomos surpreendidos com uma trator retirando toras de madeira do mato e revirando a terra na estrada, que ainda não estava bem seca e transformando em alguma lama.Para mim tive que recorrer ao empurra-bike em alguns trechos.

O lugar é muito bonito, com mata nativa bem fechada.






Numa altitude de 600 m. começa a abrir uma área de pastagem, com bastante cabeças de gado.

Um pouco mais a frente, às 09:40 h., paramos para o nosso lanche, aproveitando como banco umas toras de eucalipto na beira da estrada. 



A 662 m. de altitude chegamos ao cume do morro, com uma boa vista da cidade de Pomerode.



De agora em diante teríamos a recompensa de todo os esforço dispendido na subida. Até a SC-110 (rodovia que liga Pomerode a Timbó), nosso ponto de saída, serão 7 km. de descida. Numa das curvas do trajeto, encontramos três ciclistas parados. Após os cumprimentos e algumas trocas de informações, descobri que o Maurício Luís Nunes #mtbdebombacha (o mais alto na foto abaixo) é fã do Odois.org, grupo do qual faço parte. Citou a viagem de Joinville a Erechim, que fiz com meu colega Lulis em 2011, como uma referência de relato e ótimo vídeo (veja aqui).
Para mim foi muito gratificante (e dividi com o grupo) ter esse feedback lá no meio da estrada.


Nessa descida fomos premiados por uma beleza ímpar dessa propriedade.



Parada na SC-110 para visitar a Casa do Imigrante Carl Weege.




Na passagem por Pomerode fizemos um lanche, com direito a pão com bolinho de carne.



Em seguida começamos o retorno pela Rota Enxaimel, com suas casas antigas e bem conservadas. Essa rota também faz parte do trajeto do primeiro dia do Circuito do Vale Europeu.





No final dessa rota, mais uma subidinha de 1,5 km. para encerrar.

Passamos novamente na confluência com a Estrada Carolina (Rio Ada) e retornamos pelo mesmo caminho da ida.

Chegamos ao Parque Malwee às 13:50h. Um belo dia de pedal num roteiro desafiador.

Fotos: Heil e Xuxa.

Km. do dia: 69
Altimetria máxima: 662 m.
Altimetria mínima: 46 m.
Altimetria acumulada: 1.188 m.
Track(roteiro): aqui