sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Viagem Joinville-São Fco. de Paula. Dia 3: Santo Amaro da Imperatriz-Rio Fortuna 21/09/2012

Fui acordado cedo com o ronco da trovoada que se avizinhava. E não demorou muito para que a chuva, junto com o vento, realmente caísse com uma intensidade muito forte. Como o hotel fica num morro, dava para ver a quantidade de água que escorria pela rua. Fui tomar o café e aguardar que a chuva diminuísse, pois de um jeito ou outro, teria que continuar a viagem para encontrar o companheiro de viagem no dia 5 de estrada, lá na base da Serra do Rio do Rastro.
Às 08:30h., com uma pequena trégua, iniciei a viagem com uma temperatura bem mais baixa que o dia anterior.


Antes de entrar na BR-282, aproveitei para visitar a cidade de Águas Mornas e relembrar da minha primeira viagem de bike que fiz em dezembro de 2.006. Foram 240 km. numa viagem solo com uma mochila nas costas, fazendo o mesmo roteiro, apenas entrando em Fpolis.
A esposa veio de carro me encontrar no Águas Mornas Palace Hotel, para comemorarmos o seu aniversário.




Logo após passar Águas Mornas, a chuva se intensificou e percorri uma subida em estrada de chão, saindo na BR-282. Percorri uns 6 km. e peguei a SC-431 à esquerda para São Bonifácio.
As fotos comprovam a chuva. A câmera é a prova d'água , mas como a objetiva fica sempre exposta, o vidro que a protege tem que ser continuamente limpo para que as fotos não saiam do jeito das que seguem. Carregar um pano e que fique seco em dias assim é complicado. Carrego a câmera presa numa alça no pescoço para ter rapidez nas fotos. Em dias de poeira em estradas de chão é a sujeira. Enfim, achei que tinha encontrado uma solução com esta câmera e arrumei outros problemas.




A rodovia passa por parte do parque estadual da Serra do Tabuleiro, que ocupa 1% da área catarinense e envolve os municípios de Fpolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes. 
É um tal de sobe e desce que não tem fim. Foi uma pena que o dia não propiciou aproveitar em termos fotográficos, toda a beleza da região. Os rios vão margeando a estrada ora no lado direito, ora no esquerdo.
Passagem pelas localidades de Teresopólis, Rio do Cedros, Rio do Salto, com a chuva, agora fina, continuando presente e com a temperatura caindo, conforme ia subindo.


A Cachoeira do Mirante, de propriedade particular.



Mirante na Serra do Capivari. Parada para um lanche, aproveitando que a chuva dera um descanso. No topo, a altitude chega a 704m.






Para dar um descanso as pernas, daqui até São Bonifácio foram 10 km. de descida.



Gruta Bom Pastor no Alto Capivari.




Até o ciclocomputador estava com frio e protegido da chuva. Ele que me acompanha desde 2.005 (um Cateye Tomo CX-fora de linha), já foi zerado algumas vezes e, quando vê muita chuva pára de funcionar. Portanto, aprendi que com uma pequena proteção, ele ainda vai ser útil  por um bom tempo.




Portal de São Bonifácio, cidade com origem na colonização alemã.





Até Rio Fortuna a estrada é de chão. Hoje o almoço foi pelo caminho, com frutas secas, biscoito integral e otras cositas más. A tarde, o tempo foi abrindo e tornando a pedalada mais agradável.







Casas bem conservadas na localidade de Santo Antônio.



Casa antiga e igreja N. Senhora de Fátima na localidade de Rio Sete, São Bonifácio.



No final da tarde parada para um refrigerante na localidade de Rio Gabiroba (Rio Fortuna). Meu objetivo inicial do dia era atingir a localidade de Aiurê, em Grão Pará, aonde iria pernoitar numa pousada da Acolhida na Colônia. Teria um bom caminho pela frente e logo após poucos quilômetros fui surpreendido numa subida, com a quebra da corrente. Após emendá-la, mais uns 700 m.e nova quebra, sinal de trabalho mal feito. Novo esforço já no final do dia, com a ajuda do farol e com o devido cuidado para que o serviço saísse a contento.
Cheguei em Rio Fortuna às 19:00h. e devido ao horário optei por pernoitar na cidade, ficando no hotel Rio Fortuna (48) 3653-1102. Jantei na unidade antiga, pois iria dormir num prédio novo que fica a 1,5 km, apto. tipo apart, bem espaçoso e confortável. Enfim o descanso merecido

Km. do dia: 99, com uma altimetria de 1.600m.(pelo Wikiloc). 
Track: aqui


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Viagem Joinville-São Francisco de Paula.Dia 2: Itapema-Santo Amaro da Imperatriz-20/09/2012


Aproveitando a companhia dos irmãos Marga e Quinha, tomei um bom café da manhã e às 07:50 h. estava novamente na BR-101. Um belo dia com céu de brigadeiro, perfeito para estar na estrada. Um forte vento lateral terral (oeste) foi dificultando um pouco a pedalada até a entrada para Governador Celso Ramos, quando praticamente cessou.




Ponte sobre o rio Tijucas.





Aproveitei a sombra para um lanche em um breve descanso.


Passagem pelo balneário de São Miguel, pertencente ao município de Biguaçú, aonde se encontra um conjunto arquitetônico luso-açoriano, contando com um aqueduto, casa dos Açores-Museu Etnográfico e a Igreja de São Miguel Arcanjo.





Algumas fotos distantes (da BR-101) da ilha de Florianópolis, visto de São Miguel. Este é um dos pontos com um dos visuais mais bonitos no trecho entre Joinville e Fpolis. Outro que me agrada bastante é o da descida do Morro do Boi, sentido Camboriú-Itapema, principalmente em dias como este, de muito sol, poucas nuvens e águas tranquilas.




Ao chegar em São José, liguei para o Álvaro, companheiro da Embratel. Junto com sua esposa Izolete, fomos almoçar e conversar, pois a um bom tempo não nos víamos. É sempre bom rever um grande e divertido amigo.



Após, segui para Santo Amaro através da BR-282 e acessando a cidade pela margem direita do rio Cubatão (rua São Sebastião). 


Me acomodei no hotel Santo Amaro (48-3425-2256) às 15:12 h., aproveitando o final de dia para visitar a igreja matriz, que fica bem próxima.
Santo Amaro da Imperatriz e o balneário de Caldas da Imperatriz foi um local que visitamos muito, no anos de 1975 a 85, época em que morávamos em Fpolis. Era um local tranquilo e agradável para levar os filhos pequenos.


Fiz lanche no próprio quarto do hotel e fui  e fui dormir às 21:30h., pois o dia seguinte seria longo e com altimetria alta.
Km. do dia: 89
Track: aqui


Viagem Joinville-São Francisco de Paula. Dia 1:Joinville-Itapema-19/09/2012

Após o término de Erechim, já tinha manifestado a vontade para a família de realizar outra viagem em 2.012 para visitar o irmão mais novo da mulher, que reside em Porto Alegre. Levantamentos feitos, desfeitos, refeitos, data alterada após ter conseguido um companheiro para compartilhar parte do roteiro (relato melhor esta parte no dia 5), tralhas ajeitadas nos alforjes e bolsa, enfim, chegou o dia da partida. Viajaria 4 dias sozinho.
Às 06:50h. me despedia da família e parti rumo a BR-101. Dia nublado, temperatura agradável e novamente voltando aquela sensação de liberdade de estar na estrada para realizar um novo e longo (para mim) percurso.


Um pouco antes da praça de pedágio de Barra Velha, parada na barraca da D. Luiza, para tomar um água de coco, fazer um lanche e bater um papo. Conheci o local e aprendi a gostar através do saudoso amigo cicloturista Valdo, mais conhecido como Valdo na Bike.


No trevo de Navegantes, nova parada num posto para abastecimento de água. Como de costume, o tráfego na BR estava bastante intenso.


A próxima parada seria um Balneário Camboriú, aonde a minha irmã mais velha me aguardava para o almoço. 10 km. antes fui brindado neste primeiro dia, por um forte aguaceiro, o que atrasou um pouco a chegada. Recepcionado pela Norma, Rodolfo e o cachorro york Lupe, aproveitei o belo almoço .
Após um breve descanso, passada breve nos amigos Sandra, Roger e Lucas para dar um abraço e rumei para Itapema. Como sempre faço, passo pelo túnel do Morro do Boi (na contramão), pois o trajeto pelo morro não oferece segurança em termos de acostamento.



Chegada na minhã irmã Marga em Itapema, às 16:00 h. para o jantar e pernoite.
Km. do dia: 119.
Track: aqui





Pedalando por Aurora(SC) e região 15/11/2012

JOINVILLE-AURORA (SC) - 15/11/2012

Feriado e indo na contramão da maioria que prefere praia, nos deslocamos de carro para o interior, na Pousada Casa do Sol, no município de Aurora (próximo de Rio do Sul).

Tudo no carro, mulher, cachorro, bike (imprescindível), nos deslocamos após almoço para a pousada.
Lá chegando por volta das 16:30 h., fomos convidados pela Dona Diedlin (proprietária da pousada), a usufruir de um café colonial que estava sendo servido a outros convidados.
O trajeto: aqui






Após um bom jantar junto com café,  pão e outras guloseimas, nada como um bom descanso aonde o único barulho presente, é o da água no encontro com as pedras no rio, que passa nos fundos da propriedade.
Dia 16: após o café, saída às 08:30h. para um pedal solitário pela estradas Ribeirão Pacas e Braço Aurora, com alguma neblina ainda presente. Passagem por propriedades agrícolas aonde a predominância é a plantação de cebola. Bastante pedra solta (eu prefiro socada) e alguns morrinhos para não perder o costume. Retorno a pousada às 12:10h.
O trajeto: aqui (39 km.)









Almoço, um pequeno café a tarde, jantar e descanso para enfrentar um roteiro um pouco diferente no dia seguinte.
Dia 17: saída bem cedo (06:30h), sem café (apenas com o lanche preparado a noite), para um pedal para o Morro Três Picos, que geograficamente pertence ao município de Rio do Sul. Logo após 600m., uma subida de uns 2 km. aonde o empurra-bike foi a tônica do aquecimento matinal. Muitas pedras soltas e um nível de inclinação bem alto.
Passagem pela Estrada Geral Serra Taboão para chegar a entrada do morro, passando por uma trilha até chegar a base, aonde só é possível ir caminhando.
O Morro Três Picos é considerado um ponto turístico da região do Alto Vale com uma altitude de 965 m.
Na realidade o morro só tem um pico e a Dona Diedlin nos contou a história que os outros dois picos foram retirados por uma empresa de cristal de Blumenau, pois a sua formação rochosa é de uma arenito muito fino, sílica, material usado para constituição do cristal.
Na trilha fica depositada uma areia branca, bem parecida com areia de praia.
Aproveitei o belo visual para fazer o lanche da manhã, ficar em silêncio descansando um pouco.
Por sob a formação rochosa, é possível subir umas escadas e chegar a uma gruta originada pela erosão das rochas. Mas como estava só, não quis demorar muito pois a bike ficou lá embaixo sem cadeado. Apesar de não ter ninguém, sempre é bom ficar precavido.
O retorno foi pelo mesmo caminho. O trajeto: aqui (31 km.)
Chegada na pousada às 11:20h.













Após almoço, retorno para casa com o firme propósito de voltar outras vezes a pousada e a região.

Para quem gosta de cheiro de mato, poeira, produtos orgânicos, de ser bem tratado, é uma ótima opção de passeio/viagem.