quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Viagem Erechim-Bento Gonçalves. Dia 4: Guaporé-Vista Alegre do Prata-Fagundes Varela-Nova Roma do Sul 10082016

Hoje seria o dia mais pesado de todo o trajeto em termos de altimetria acumulada. Seriam uns 40 km. de asfalto e uns 50 km. de chão. Tomei um bom café e ao visualizar a rua, vi que a programação inicial tinha que ser cancelada. Pretendia visitar a estátua do Cristo Redentor, que fica num morro nas proximidades da cidade e da rodovia RS-129. Deixei para ver hoje, pois imaginei que o tempo amanheceria limpo e tiraria belas fotos. Pontos turísticos de Guaporé.

Às 07:45h. saí da cidade rumo ao Autódromo de Guaporé.





Contornando a autódromo pela direita por uma estrada de chão, retornei a RS-441 com destino a Vista Alegre do Prata. Logo peguei uma boa descida até o Rio Carreiro e, consequentemente, começaria a subida.


A desvantagem entre descer e subir foi minha, pois teve uns 4 km. a favor e uns 7 km. contra até chegar no topo. Parada logo no início do morro para tirar uma camada da roupa e seguir com muita atenção, pois o acostamento não é muito largo, a neblina era forte e os carros vem cortando por dentro nas curvas. Quando escutava o barulho dos carros ou acelerava um pouco mais ou retardava o pedal, para que pudessem me ver na parte mais reta da rodovia.



Vencida a subida, cheguei em Vista Alegre do Prata, aonde parei para comprar um isotônico e dar uma calibrada nos pneus. 


Novamente chão e mais para frente à esquerda asfalto de novo pela RS-355, para chegar em Fagundes Varela.






Parada na cidade para tomar um guaraná e escutei o pessoal  conversando num dialeto italiano. Pesquisando, encontrei referências ao talian.


Na saída de Fagundes Varela, logo após o portal comi um prato feito, num posto de gasolina, com direito a uma sopa de agnolini (capeleti). Muito bom.


Percorri mais uns 5 km. de asfalto e segui reto para Vila Flores por chão, com direito a boas subidas.



Atravessei reto a BR-470 e segui pela RS-437, sentido Antonio Prado. O trecho inicial estava interrompido para veículos, pois estavam fazendo pavimento com pedras, por uns 6 km.
De agora em diante a brincadeira começou a ficar muito boa. Longas descidas e subidas. Mesmo embalando bem, ficava difícil de vencer no pedal. O peso dos alforjes e as pedras soltas dificultavam bastante.
Neste momento que comecei a empurrar a bike me lembrei de uma frase do saudoso amigo Valdo (que começou a volta ao mundo em 2009 e faleceu no Novo México. Informações em Pedalando pela Paz). "Abaixo de 4,5km/h. eu prefiro caminhar, pois movimento outros músculos".
Cada um sabe os seus limites e não é nenhum demérito a um cicloturista/ciclista usar o empurra bike.




Logo em frente começou uma descida forte de 4,5 km. para chegar na barragem do Rio da Prata, aonde tem uma hidrelétrica tipo PCH.





E de agora em diante, a paciência vai ter dominar o pedal por uns 6 km. Parada a uns 1,5 km. para o lanche da tarde e acumular energias para subir o restante.




Na topo da subida parei num bar para tomar um guaraná, em Vila Santana (pertence a Antonio Prado). Novamente pessoal conversando em dialeto italiano.


Mais em frente tive que parar para trocar toda a roupa de cima, pois o frio estava chegando no final da tarde e eu estava muito suado em função da subida.

Mais em frente, na Vila Caravággio, dobrei à direita pegando a RS-448, passando pelas comunidades de Linha 2 de Julho, Vila São João, aonde em seguida começou o asfalto com 8 km., passando por Vila Nova Treviso, até chegar em Nova Roma do Sul.



Esta belo cenário foi para encerrar as fotos do dia.


Chegada na cidade às 18:45h., aonde fiquei no Hotel Itamarana. Um bom banho, um jantar à la minuta e cama, pois o frio estava chegando e o cansaço ainda mais.

Km. do dia: 90
Altimetria máxima: 716m.
Altimetria mínima:  252m.
Track (roteiro): aqui



segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Viagem Erechim-Bento Gonçalves. Dia 3: Casca-Serafina Corrêa-Guaporé 09/08/2016

Com um amanhecer mais frio que nos dias anteriores, iniciei o pedal do dia, não antes de passar na loja da Tribike, aonde o Rafael deu uma realinhada na gancheira do câmbio traseiro. Com o braço/haste um pouco torto, foi buscado a melhor posição para que as marchas mais reduzidas pudessem ser usadas sem risco. O câmbio foi afetado no primeiro dia da viagem. Ficou ótimo, pois concluí a roteiro total até Bento Gonçalves sem problemas.
Agradeço ao Rafael e ao Francisco por toda a acolhida na loja.

Às 08:50h. segui para Serafina Corrêa, pegando a RS-129 à direita a uns 3 km., na confluência do trevo que vai para Nova Bassano à esquerda. A rodovia está com acostamento ótimo em comparação com a RS-324 do dia anterior.


Percorrido uns 12,5km. entrei à direita por chão e acabei saindo na estrada que liga Serafina Corrêa ao município de Montauri.





Na comunidade Nossa Senhora da Saúde passei sob o elevado da Ferrovia do Trigo, que pelo projeto inicial ligava Porto Alegre a Passo Fundo. Foi inaugurada na época do Presidente Geisel. Não sei dizer se hoje funciona ainda em toda a sua extensão.


Chegada em Serafina Corrêa.


Passei pelo centro, pela igreja Nossa Senhora do Rosário que fica em frente a uma praça muito bem cuidada.




Segui novamente pela RS-129 por uns 6,5km. Trecho este com uma boa subida e parada para almoço/lanche. Logo dobrei à direita por chão, passando pela igreja da comunidade de Santo Antônio. 



Adentrei novamente a rodovia por 3km. e depois cruzei à esquerda por chão. Fiz um percurso de 8km. até chegar a cidade de Guaporé. Foi um dos trechos mais difíceis da viagem, aonde o empurra-bike foi a alternativa predominante, devido as subidas íngremes e muitas pedras soltas.



Chegada às 16:30h.em Guaporé, aonde fiquei no hotel JC Borsatto que fica no centro. Servem um bom jantar.
Após um banho, deu tempo de andar pelos arredores e ir até a igreja matriz Santo Antônio.



Km. do dia: 49
Altimetria máxima: 706m.
Altimetria mínima: 388m.
Track (roteiro): aqui



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Viagem Erechim-Bento Gonçalves. Dia 2: Passo Fundo-Marau-Vila Maria-Casca 08/08/2016

Acordei bem cedo para arrumar as tralhas e pegar o primeiro horário do café, que acabou atrasando um pouco para estar na mesa. Mas às 07:20h. comecei o pedal com bastante frio e um belo início de manhã.
Logo na saída da cidade no sentido de Marau, pela RS-324, pude perceber que as informações recebidas pelos ciclistas de Passo Fundo, citados no relato do Dia 1 da viagem, condiziam com a realidade. Rodovia esburacada, tráfego intenso, parte do acostamento virando pista em função dos buracos, o que exigia todo o cuidado para pedalar no que sobrava do acostamento. 


Após uns 3 km., acessei a estrada de chão à direita, na qual pude seguir bem mais tranquilo.




Hoje e ontem com sol, as estradas já estavam secas e dava para pedalar sem preocupação com o barro. Por um trecho encontrei alguns caminhões com caçambas, que acredito carregavam material de uma pedreira que visualizei no google earth e que fica as margens do rio Jacuí. Rio este, que nasce nesta região e vai por 800km. até a bacia do Guaíba.




Parada para o lanche matinal, com direito dentre outras coisas, ao grostoli ou cueca virada (para nós catarinenses, orelha de gato), comprado no dia anterior.


E os diversos tons de verde continuavam a abrilhantar o caminho. Passei pelas comunidades Posse Boa Vista, São Caetano e Nossa Senhora do Carmo.


Peguei uma parte pequena da estrada da Rota das Salamarias. Quem passar pela região é interessante conhecer este caminho. Salamaria é o local onde se faz o salame. No mês de junho existe a Festa Nacional do Salame em Marau.


Em Marau aproveitei para almoçar, pois no dia anterior tinha feito apenas lanche neste horário. O local escolhido foi o restaurante Divino Gourmet, comida a quilo. Muito bom.
Em todas as viagens carrego frutas secas, biscoito integral, bolachas e outras coisas e, na maioria das vezes, prefiro o lanche no almoço. Me sinto mais leve e o meu organismo se adapta muito bem. Na janta tento recompor as energias.

Saindo de Marau, o maior objetivo do dia era alcançar a Cascata Maringá no pequeno município de Vila Maria. Segui para a comunidade de Santo Agostinho, com direito a boas subidas.



Para chegar na cascata, entrei primeiramente pela parte de cima do Arroio Jordão da qual ela é formada. Pegando dica com agricultores que estavam trabalhando bem próximo, passei por cancelas, segui por uma trilha particular e cheguei numa cachoeira que não tem nome, que fica antes da principal. O acesso foi por uma escadaria de madeira já em mau estado de conservação.





Logo abaixo deste ponto estava a borda da Cascata Maringá, mas por estar de sapatilha e sozinho, resolvi não arriscar para chegar lá por uma trilha bem íngreme..
Logo o caminho desce por uma parte não pedalável, devido a muitas pedras, aonde cheguei numa cerca, aonde joguei a bike por cima da mesma e cheguei na rua para ir para a cascata.





A Cascata Maringá tem 54m. Maiores informações.

Fiz uma parada/lanche para apreciar toda esta beleza, revigorando as energias. Pena que já era final de tarde, pois gostaria de ter ficado um bom tempo por lá.


Segui por mais um trecho de chão e saí na RS-324 para enfrentar os últimos 11km. de asfalto até Casca.


Ao chegar na cidade às 18:15h. pela rodovia, escutei alguns gritos e assovios e observei a minha direita que pessoas estavam me chamando numa loja de bike. Fui até lá e rolou aquele papo já conhecido de ciclista. De onde vem, para onde vai, qual sua idade, entre outras. Uma turma muita simpática e agradável. A loja é a Tribike.


O papo estava bom, mas o frio estava chegando e precisava trocar a roupa suada. Fui para o hotel Farol que fica do outro lado da rodovia.
Após um banho, fiz uma refeição à la minuta num local próximo e de volta ao hotel, só agradeci por ter saúde e vontade de pedalar por estes interiores.
A passagem pela cascata foi o ponto alto do dia e de toda a viagem.

Km. do dia: 76
Altimetria máxima: 745m.
Altimetria mínima: 476m.
Track (roteiro): aqui