sábado, 27 de agosto de 2016

Viagem Erechim-Bento Gonçalves. Dia 5: Nova Roma do Sul-Bento Gonçalves 11082016

Hoje seria o último dia da viagem. Trecho totalmente asfáltico e com previsão de uma boa descida e uma longa subida.
Um bom café, manhã fria, um pouco nublada e início do pedal. Não antes de tirar fotos de casas centenárias da colonização de Nova Roma do Sul. Esta pertence a prefeitura, aonde no porão funciona a Secretaria de Turismo, que fui visitar.





Na cidade (zona rural), existe um eco parque particular, aonde se praticam atividades de rafting, tirolesa, rapel, pêndulo, arvorismo, entre outras. 

Às 08:50h. iniciei pela RS-448, com destino a Bento Gonçalves, acompanhado de um belo amanhecer.


Após ter percorrido uns 7 km., começou uma longa descida (10 km.) que teve como ponto final a Ponte de Ferro, sobre o Rio das Antas, que data de 1930. Passa um veículo por vez.
Neste trecho, tive que ter cuidados extras, pois a pista ainda tinha pontos molhados devido a neblina e qualquer descuido seria um tombo certo, em função da velocidade maior.
Antes de atravessar o rio parei num bar, aonde fui agraciado com um café bem quente.



E a partir daí começaria a subida, que para mim são os trechos mais importantes de uma viagem. Envolvem momentos de reflexões, apreciação da natureza com tranquilidade em função da baixa velocidade. Por possuir um baixo tráfego, este foi um dos pontos altos de todo o percurso por propiciarem estas horas de introspecção e tranquilidade.




Capitel.




Um entre os diversos capitéis que encontrei por todo o percurso desta viagem, que são uma marca no RS, principalmente nas áreas rurais. Neste parei para fazer o lanche e que ficaria também como almoço.



Após passar pela Vila Jansen, ainda continuei subindo. No topo, foram uns 20 km. desde o rio, mas com um nível de inclinação agradável para ser superado.


Floração do pêssego.


Após a comunidade São Marcos, pequei à direita para a rota turística Caminhos de Pedra
Com pontos de visitação, observação, restaurantes. Um local muito bonito.




Parada neste local para apreciar a beleza. Tinha um carro com carretinha e bikes. Em contato com os responsáveis, fiquei sabendo que eles tem parceria com um hotel de Bento Gonçalves, que lançou um projeto para passeios de bike pela regiões turísticas da cidade. Acabei não tirando fotos do pessoal. Apenas o nome do Eduardo ficou gravado. Mas foi um papo muito agradável, pois todos amam o ciclismo e praticam o cicloturismo, o que tornou o assunto interessante.


Estou anexando hoje (29/08) as fotos que o Eduardo Putton me enviou, a quem agradeço.




Demais fotos do Caminho.









Chegando em Bento Gonçalves.


Às 13:50h. fui direto na Jamar Cia. do Esporte, com quem já tinha mantido um contato prévio com a Lúcia (proprietária). Fui muito bem atendido pelo Ênio, Marcelo e o Gustavo, e logo embalaram a bike numa caixa. A empresa de ônibus Unesul, que me levaria de volta a Erechim, só leva bikes em caixas. A Jamar fica ao lado da rodoviária, o que facilitou o trabalho de deslocamento, ainda mais que o Ênio carregou a bike até a estação. Agradeço a todos da Jamar pela acolhida.


Serviço feito, aproveitei para fazer um lanche e caminhar um pouco pelo centro.





Às 23:00h. embarquei para Erechim,  aonde cheguei às 04:30h.

Foram cinco dias muito agradáveis, nenhum furo de pneu e nenhuma gota de chuva. Só tenho a agradecer por ter saúde para poder desfrutar destes recantos e compartilhar com todos.

Km. do dia: 56
Altimetria máxima: 698m.
Altimetria mínima: 173m.
Track (roteiro): aqui




quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Viagem Erechim-Bento Gonçalves. Dia 4: Guaporé-Vista Alegre do Prata-Fagundes Varela-Nova Roma do Sul 10082016

Hoje seria o dia mais pesado de todo o trajeto em termos de altimetria acumulada. Seriam uns 40 km. de asfalto e uns 50 km. de chão. Tomei um bom café e ao visualizar a rua, vi que a programação inicial tinha que ser cancelada. Pretendia visitar a estátua do Cristo Redentor, que fica num morro nas proximidades da cidade e da rodovia RS-129. Deixei para ver hoje, pois imaginei que o tempo amanheceria limpo e tiraria belas fotos. Pontos turísticos de Guaporé.

Às 07:45h. saí da cidade rumo ao Autódromo de Guaporé.





Contornando a autódromo pela direita por uma estrada de chão, retornei a RS-441 com destino a Vista Alegre do Prata. Logo peguei uma boa descida até o Rio Carreiro e, consequentemente, começaria a subida.


A desvantagem entre descer e subir foi minha, pois teve uns 4 km. a favor e uns 7 km. contra até chegar no topo. Parada logo no início do morro para tirar uma camada da roupa e seguir com muita atenção, pois o acostamento não é muito largo, a neblina era forte e os carros vem cortando por dentro nas curvas. Quando escutava o barulho dos carros ou acelerava um pouco mais ou retardava o pedal, para que pudessem me ver na parte mais reta da rodovia.



Vencida a subida, cheguei em Vista Alegre do Prata, aonde parei para comprar um isotônico e dar uma calibrada nos pneus. 


Novamente chão e mais para frente à esquerda asfalto de novo pela RS-355, para chegar em Fagundes Varela.






Parada na cidade para tomar um guaraná e escutei o pessoal  conversando num dialeto italiano. Pesquisando, encontrei referências ao talian.


Na saída de Fagundes Varela, logo após o portal comi um prato feito, num posto de gasolina, com direito a uma sopa de agnolini (capeleti). Muito bom.


Percorri mais uns 5 km. de asfalto e segui reto para Vila Flores por chão, com direito a boas subidas.



Atravessei reto a BR-470 e segui pela RS-437, sentido Antonio Prado. O trecho inicial estava interrompido para veículos, pois estavam fazendo pavimento com pedras, por uns 6 km.
De agora em diante a brincadeira começou a ficar muito boa. Longas descidas e subidas. Mesmo embalando bem, ficava difícil de vencer no pedal. O peso dos alforjes e as pedras soltas dificultavam bastante.
Neste momento que comecei a empurrar a bike me lembrei de uma frase do saudoso amigo Valdo (que começou a volta ao mundo em 2009 e faleceu no Novo México. Informações em Pedalando pela Paz). "Abaixo de 4,5km/h. eu prefiro caminhar, pois movimento outros músculos".
Cada um sabe os seus limites e não é nenhum demérito a um cicloturista/ciclista usar o empurra bike.




Logo em frente começou uma descida forte de 4,5 km. para chegar na barragem do Rio da Prata, aonde tem uma hidrelétrica tipo PCH.





E de agora em diante, a paciência vai ter dominar o pedal por uns 6 km. Parada a uns 1,5 km. para o lanche da tarde e acumular energias para subir o restante.




Na topo da subida parei num bar para tomar um guaraná, em Vila Santana (pertence a Antonio Prado). Novamente pessoal conversando em dialeto italiano.


Mais em frente tive que parar para trocar toda a roupa de cima, pois o frio estava chegando no final da tarde e eu estava muito suado em função da subida.

Mais em frente, na Vila Caravággio, dobrei à direita pegando a RS-448, passando pelas comunidades de Linha 2 de Julho, Vila São João, aonde em seguida começou o asfalto com 8 km., passando por Vila Nova Treviso, até chegar em Nova Roma do Sul.



Esta belo cenário foi para encerrar as fotos do dia.


Chegada na cidade às 18:45h., aonde fiquei no Hotel Itamarana. Um bom banho, um jantar à la minuta e cama, pois o frio estava chegando e o cansaço ainda mais.

Km. do dia: 90
Altimetria máxima: 716m.
Altimetria mínima:  252m.
Track (roteiro): aqui