domingo, 16 de junho de 2013

Subindo o Rio Manso 08/06/2013

Aproveitando o onda de saudosismo que está presente por estes dias, programei um passeio que lembra parte do roteiro que fiz com o Odois Expedição em 09/01/2009, como convidado. A parte  marcante deste trajeto será a subida do Rio Manso, o inverso da vez anterior. Como dizem, não há nada de manso, tanto no rio que desce que ainda está na fase da juventude em boa parte do seu leito, como na subida que precisa de muito esforço para superá-la.
A mansidão é propiciada pela natureza exuberante emoldurada pelos contrafortes da Serra do Mar e pela tranquilidade da região, com o barulho das águas correndo pelas pequenas quedas d'água do rio.
E para aproveitar e compartilhar tudo isto, o Paulo Rost e o Leandro Koser aceitaram o desafio.
Com uma semanada de tempo bom, condição fundamental para termos a estrada do Manso em boas condições, partimos sábado cedo para esta empreitada.
Às 05:05h. encontrei o Paulo no centro e às 05:20h., o Leandro na Expoville, e seguimos pela rua XV, via Vila Nova e Rodovia do Arroz.


Entramos em Schroeder I e às 07:20 h. estávamos na panificadora Flohr saboreando um bom café da manhã.




Como o pneu traseiro do Leandro estava com um pequeno vazamento, paramos no posto Mime no centro de Schroeder, para consertá-lo antes de começar a subir a serra.
Seguimos para o bairro de Santa Luzia e às 08:50 h. iniciamos a subida do Manso.




Só contemplando o que nos esperava.



  


A partir daqui vai começar a brincadeira que é muito séria. Serão 31 km. até Campo Alegre.




Na subida temos as capelinhas com as estações da via sacra.



Cachoeira nos paredões do Manso.








Um pouco antes da última capela, o pneu do Leandro traseiro furou novamente. Ele foi empurrando até a capelinha e aí foi feita uma pesquisa mais intensa no problema. Leandro e Paulo montaram uma pequena oficina para tentar resolver o problema de uma vez por todas. O Paulo descobriu que o arame do pneu estava desfiando e apresentava uma pequena farpa internamente. Foi feito um remendo no local. Só a sequência do passeio iria nos dizer se foi solucionado o problema em definitivo. Aproveitamos para fazer um lanche e neste ínterim recebemos a visita de dois ciclistas de Schroeder que faziam o seu exercício matinal. Conversamos um pouco e logo após eles retornaram.


A parti daí, as subidas iriam se tornar mais íngremes, com a mata fechando a estrada e o rio bem ao lado. Fui surpreendido por um casal de jacú que estava numa árvore bem alta, mas tenho certeza que a estranheza maior foi deles, por estar invadindo o seu habitat natural.
Segue uma foto para quem não conhece.


Logo em frente, houve alternância de subidas com partes planas.

Divisa entre Joinville e Jaraguá do Sul.
Esta é a essência da equipe: companheirismo. O Leandro empurrando o Paulo para ele continuar em frente.







Antes da confluência da estrada, aonde existe o depósito de caulim enfrentamos os últimos morros pesados. Haja energia.
Nesta bifurcação encontramos um grupo de ciclistas de Curitiba que estavam iniciando a descida. Vieram de van até este ponto.


Ponto mais alto do trajeto: 1.039 m.




Chegamos em Campo Alegre às 13:05h. e fomos almoçar na Churrascaria do Egon.


Repostas as calorias e devidamente descansados partimos às 14:50h. para Joinville, descendo a Serra Dona Francisca. Mas para chegar na descida, existem muitas subidas para serem transpostas.
Como construíram terceira pista em várias subidas, o acostamento praticamente foi suprimido, o que torna a pedalada bem mais complicada, exigindo bastante cuidado e atenção.
Na última subida antes do hotel Fazenda Dona Francisca, após ter dado uma parada para descanso, o pneu dianteiro da minha bike foi ao chão. Serviço executado, iniciamos a descida.


Entramos por Pirabeiraba e seguimos pela Estrada da Ilha. Cheguei em casa às 18:03h.
Só relembrando, o pneu do Leandro não furou mais. Portanto a equipe técnica está de parabéns.
Agradeço ao Paulo e Leandro pelo companheirismo e pela disposição em acordar tão cedo.


Fotos: Heil e Leandro
Km. do dia: 153
Altimetria máxima: 1.039 m.
Track: aqui

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Viagem Joinville-Rio Natal-Joinville. Dia 2: Rio Natal-Rio Vermelho-Campo Alegre-Joinville-19/05/2013

Acordamos às 06:30h. Após o café, arrumação de todas as tralhas e partida às 08:50h., não antes de apanharmos algumas tangerinas para o lanche no caminho. Deixamos uma pequena contribuição na escadaria que dá acesso a casa principal.
Hoje faríamos o trecho 4 do Circuito das Araucárias, com muitas subidas.



Morro da Igreja ao fundo com 842m. de altura. Local para a prática de montanhismo com vários graus de dificuldade.


Percorremos uns 900m. no plano e depois começaram as subidas. Muitas mesmo, entremeadas de bananais. Em alguns trechos, o empurra-bike foi a alternativa mais recomendada.


Mirante de Rio Natal, local escolhido para descanso e lanche. Quando apanhei as tangerinas lá no camping pensei exatamente neste local, já conhecido de outra viagem, para saboreá-las. A neblina não permitiu aproveitar todo o visual do mirante, mas para compensar, fomos presenteados com belos pássaros, pousados num galho de embaúba.






E antes da confluência desta estrada com a do Rio Vermelho, uma subida das bravas que vai dar no trilho do trem.



Antes do localidade do Rio Vermelho, o projeto inicial era percorrermos um trecho por dentro de uma área de reflorestamento, mas devidos as chuvas a estrada estava impedalável e portanto, seguimos o caminho normal do Circuito das Araucárias.

Portal de Rio Natal para quem vai descer a serra.


Localidade de Rio Vermelho.


E quando vc. pensa que já subiu tudo, lá vem morro e mais morro. Pelo gps, o ponto mais alto foi de 1.054m. de altitude.



Estamos quase em Campo Alegre.


Finalmente após passarmos por uma série de bonitas chácaras, íriamos começar a descida para a cidade.




Centro de Campo Alegre, aonde chegamos na Churrascaria do Egon às 13:35h., no trevo de acesso a cidade.



Com as energias recuperadas, saímos do restaurante às 15:10h. rumo a Joinville (SC-301), para descer a Serra Dona Francisca.


Por ser final de tarde, antes da descida uma neblina foi tomando conta do trajeto e tivemos que ter toda a precaução possível, pois a pista estava molhada e também, pela dificuldade da nossa visualização pelos carros. Somado a isto, ainda tivemos um furo do pneu do Willian. Por sorte, foi logo após o mirante, numa curva, aonde a velocidade estava bem baixa.
Agradecemos quando paramos num posto logo após a descida, para tomar um café para esquentar.



Chegamos em casa às18:10h.
Agradeço ao Willian pela agradável companhia e tenho certeza que faremos mais viagens juntos.

Fotos: Willian e Heil
Km.do dia: 95
Altimetria máxima: 1.054m.
Track: aqui