Mostrando postagens com marcador bom jardim da serra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bom jardim da serra. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Descida do Rio do Rastro 28/04/2019

Aproveitando a visita a fazenda de um grande amigo, Wilson Borges Duarte e a sua esposa, Maria da Glória, aonde fomos muito bem recebidos, resolvi descer a Serra do Rio do Rastro. Estive na fazenda em 2012 (ver) e em 2016 (ver) através das minhas cicloviagens e, diversas vezes de carro, com minha esposa.
Como o tempo estava um pouco instável (choveu muito à noite), fomos de carro até o topo para ver as condições. Um pouco nublado mas nada de anormal para não fazer a descida. Às 11:25h. iniciei o pedal que se estendeu por 18 km. serra abaixo.
Com a pista com alguns trechos ainda molhados, todo cuidado era pouco para não levar um tombo.
Esse pedal marcou o meu retorno aos pedais depois de ter sofrido um cateterismo no final de novembro, para tratar um novo aneurisma (processo de embolização).
Mas o bonito da serra é subir devagar e vir apreciando toda a sua beleza pela sua frente, como fiz das duas vezes anteriores citadas, carregando os alforges e demais tralhas.
Às 12:35h. a minha filha foi me buscar lá embaixo e retornamos a Bom Jardim, para almoçarmos com nossos amigos.

Essa era uma das minhas pendências listada no meu cronograma de pedais. Valeu muito a pena, apesar de ter pedalado muito pouco de morro abaixo.



 






Km. do dia: 18
Altimetria máxima: 1.421m.
Altimetria mínima: 357m.
Altimetria acumulada: 498 m.
Track (trajeto): aqui



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Viagem Joinville-São Fco. de Paula. Dia 6:Bom Jardim da Serra-São José dos Ausentes-24/09/2012

Como a neve prevista não chegou, o frio que se apresentava já estava de bom tamanho para ser encarado na estrada. Café a beira de um fogão de lenha, rosquinhas frescas feitas de polvilho e queijo branco, preparadas pela Dona Tereza, foram os ingredientes certos para o nosso aquecimento inicial.
Arrumamos os alforjes, nos despedimos do Sr. Anastácio, D. Tereza e Gabriel, agradecendo a atenção e carinho com que nos atenderam e, às 08:05h. passamos pela porteira da fazenda.



Logo estávamos na cidade, aonde paramos num mercado e precavidamente selecionamos os componentes do nosso almoço, pois a nosso trajeto seria por uma estrada pouco movimentada e não tínhamos certeza do que encontrar para comer.
O início foi um belo sinal do que seria uma constante neste dia: subir/descer ou vice/versa. Ainda bem que estes aproximados 4 km. de subida foram de asfalto, se transformando em seguida na estrada de chão em obras. Caminhões, máquinas da empreiteira e muitas pedras soltas pelo caminho.




Rios não faltam no trajeto.



Para quem se interessar um pouco pela história da vaca mecânica.




Para chegar na localidade de Várzea, aonde está o Rio das Contas que faz a divisa SC/RS, tivemos um 8,5 km. de descidas acentuadas aonde todo o cuidado era pouco para não cair (pedras e mais pedras). Chegamos na altitude mais baixa deste trajeto (próxima de 1.000m.),  e aproveitamos algumas sombras próximas da margem para fazermos o nosso lanche/almoço.
Ao atravessarmos a ponte, fomos em busca de água numa casa próxima para suprir as caramanholas.
O Sr. Anastácio que passou recentemente nesta trajeto, tinha comentado que a estrada no trecho do RS estava bem melhor que em SC. Confirmamos que a informação era verdadeira.


Lá no fundo, parque de energia eólica.


Cemitério isolado.


Tínhamos no planejamento do dia, uma visita ao canion Monte Negro, mas devido o horário tivemos que passar direto.
Na confluência com a estrada que vem de São Joaquim e bem próximo ao Rio do Marco, tem  placas com todos os roteiros da região.


Rio e pequenas quedas d'água no acesso a localidade de Silveira.


Em Silveira, paramos em uma padaria para um lanche.Como tínhamos aprox. uns 23 km. para chegar em São José e já passavam das 16:30h., tivemos que elevar o ritmo das pedaladas para não chegar depois do anoitecer. Contamos com a sorte, pois a estrada estava em bom estado e tinha longas  retas e poucas subidas acentuadas.
Com as informações obtidas em Silveira, ao chegarmos em São José dos Ausentes, bem na entrada da cidade tinha o posto e hotel Cesa (54) 3234-1166, aonde ficamos. Apto. bem confortável.
A temperatura estava bem fria.
Jantamos no próprio hotel e fomos dormir cedo, pois o cansaço era muito grande.

Km. do dia: 89 com 1.976 m. de altimetria.
Track: aqui

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Viagem Joinville-São Fco. de Paula. Dia 5:Lauro Müller-Bom Jardim da Serra-23/09/2012

A ansiedade para a subir a Serra do Rio do Rastro me fez sair cedo da cama. A partir de hoje eu teria um companheiro, que conforme escrevi no dia 1 da viagem, irei relatar melhor agora como nos encontramos. A princípio faria uma viagem solo, mas como a família fica extremamente preocupada, coloquei um post lá no fórum do Pedal, para ver se tinha alguém interessado em me acompanhar. A data sugerida inicial era no início de outubro. Coincidência ou não, quem me respondeu foi o Lyra, que já o conhecia de alguns pedais com o grupo do qual faço parte Odois Expedição e Cicloturismo e que tinha o mesmo objetivo de roteiro depois de Lauro Müller.
A sua viagem foi denominada de Serras do Sul e na qual o acompanhei no dia 02, por ser próximo de Joinville. Hoje seria o dia 09 para o Lyra.
Acertamos os detalhes de data (mudada para setembro) e do ponto de encontro, cada um iniciando a sua viagem no devido tempo para permitir o encontro de hoje. Hoje ele desceria a serra e voltaria a subir comigo.
O dia amanheceu bonito e com baixa temperatura, mas depois foi nublando. Tomei o café às 07:40h. e fiquei aguardando. 
Ontem à tarde (sábado) e hoje de manhã (domingo) fiquei observando o trânsito na frente da pousada. Por ser final de semana, a procura para subir/descer a Serra do rio do Rastro é muito grande, principalmente de motos de grandes cilindradas.
O Lyra chegou um pouco antes do horário combinado (10:00h.) e aproveitou para tomar um café também, pois saíra da pousada em Bom Jardim bem cedo e sem o devido lanche, para não se atrasar.
Às 10:20h. iniciamos o percurso do dia.


Pequena parada para tirar as blusas. O aquecimento já estava pronto.







Já tinha passado algumas vezes na serra de carro, tanto subindo como descendo, mas a sensação de pedalar, subindo e com carga, é totalmente diferente. A pista de concreto serrilhado (segurança em dias de chuva e principalmente quando cai neve) ajuda ainda mais a segurar a velocidade que já é bem baixa.
A montanha parece inexpugnável e a cada curva vencida, é um momento de grande prazer.
As paradas foram constantes para dar um refresco na frequência cardíaca, pois o motor 6.2 (faltavam poucos dias para ser turbinado para 6.3) combina muito bem com um velho ditado: devagar e sempre.
A paciência e principalmente o incentivo do Lyra, foram fundamentais para que eu vencesse este gigante.


Tivemos que colocar as blusas novamente, pois devido a altitude a temperatura foi baixando.





Extenuados, mas extremamente alegres, chegamos ao topo às 13:30h.





O nosso destino do dia era a fazenda de um grande amigo em Bom Jardim, o Wilson (de camisa branca), que já tinha nos recepcionado lá em Lages ( eu e o Lulis) quando da nossa viagem para Erechim.
Mas antes paramos numa churrascaria para repormos todas as calorias consumidas.
Sentimos muito a ausência do Wilson, mas como estava com um problema sério de coluna, não pode se deslocar de Lages.
Em 2.005, um ano antes de parar minha atividade profissional, o Wilson foi o meu incentivador na volta ao ciclismo, que pratiquei intensamente na minha adolescência e juventude em Brusque.
Fomos muito bem recepcionados pelo capataz da fazenda, Sr. Anastácio, sua esposa Dona Tereza e o neto Gabriel. Foi um prazer revê-los, pois por diversas vezes já estive no local com a esposa, para aproveitar a tranquilidade e a beleza da região e, principalmente para desfrutar da companhia agradável da Glória e do Wilson.
Chegamos às 15:55 h. e aproveitamos para lavarmos algumas peças de roupas, passá-las na centrífuga e estendê-las lá fora no varal. A noite, Dona Tereza enquanto preparava um belo jantar, preocupada com as roupas úmidas, colocou as peças em volta do fogão a lenha, para que a nossa roupa estivesse seca ao amanhecer. 



O dia seguinte prometia ser de muito frio ou até com neve, apesar de ser início da primavera.
Pelo Seu Anastácio poderíamos adentrar a madrugada, pois histórias para narrar a sua vida não lhe faltam. Ele possui uma memória primorosa e a gente se sente como se estivesse vivenciando cada momento do passado.
Mas como o próximo dia prometia ser puxado, tratamos de nos recolher e aproveitar a bela cama com diversas cobertas, para o merecido repouso.

Km. do dia: 35, com altimetria acumulada de 1.528 m.
Track: aqui