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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A Volta de Curitiba Maio de 2009


 


Com essa publicação, quero deixar registrado uma viagem que fiz em 2009 como convidado de um grupo de amigos de pedal. O grupo da foto (esquerda para direita): Antônio Carlos Heil, Celso Fernando Sarti, Nelson Marques e Otávio Bondavalli. O relato com fotos, foi feito pelo Celso num pequeno livrinho com o texto no word e que passo a transcrever na íntegra.


                                                            "A VOLTA DE CURITIBA

Certo dia em conversa com meu vizinho Otávio, surgiu por parte dele a idéia de lançar um desafio para nós. Uma viagem de bike. Entramos em contato com outro dois componentes do grupo, o Nelson e o Antônio, e a idéia começou  a surgiu no papel. Conforme o trajeto ia se desenrolando, demos o nome para a nossa viagem. "A VOLTA DE CURITIBA". Preparação total, fomos relacionando os materiais, ferramentas, vestuário, alforges, revisão nas bikes, muita água, barra de cereais, e é claro, a data.
Ficou definido que iniciaríamos a viagem no dia 21/05/2009.

Tudo combinado, o Nelson viria de Indaial, encontraria conosco, Celso e Otávio e depois o Antônio sairia de Joinville e encontraria a gente em Corupá. O comentário no dia da saída foi que a ansiedade quase não deixou ninguém dormir direito. Saímos às 07:00 da manhã e o Nelson já estava nos esperando lá na ponte do Salto. Todo mundo pronto, demos início a nossa aventura em duas rodas com destino a Guaramirim. Durante o trajeto sempre tinha uma paradinha para um lanche, caldo de cana, afinal, a jornada ia ser longa e tínhamos que repor as energias. Blumenau, Massaranduba, Guaramirim, Jaraguá do Sul e, por fim chegamos ao fim do dia da nossa primeira parada, Corupá, onde depois de uma volta na cidade, mais um lanche e algumas fotos, nos instalamos no Hotel TurekTotal do dia, 90 km.  Não foi tão difícil. Banho tomado, comentários sobre o trajeto percorrido e uma merecida janta. O Nelson foi direto para a cama, nem jantou.

Segundo dia. 06:00 da manhã, todo mundo animado, fomos tomar café e aguardar o Antônio que vinha de Joinville. Fotos tiradas para documentar o lindo visual e pé na estrada, ou melhor, bike na estrada, pois agora o bicho ia pegar.



São Bento do Sul nos esperava (mais de 876m. de altitude), a subida era longa, demorada e desafiadora. Água, banana, barra de cereais, tudo que era comestível era combustívelpara repor as energias. Enfim chegamos são e salvos. Fomos a oficina do amigo do Antônio para fazer um check-up nas bikes. Feito isso, pegamos um hotel e, depois de um merecido banho, fomos jantar na pizzaria que fica em frente ao hotel. 






E a rotina continuava. Levantamos cedo, tomamos café, arrumamos as bikes e... pneu furado na bike do Otávio. Câmara trocada, todos a postos e bike na estrada novamente, desta vez em direção a Curitiba e Quatro Barras. Passamos por diversos lugarejos e depois de Agudos do Sul, cruzamos a BR-101 e almoçamos num restaurante à beira da rodovia. A Margarete (esposa do Antônio) passou a nos acompanhar de carro, a partir de São Bento do Sul. Chegando no trevo perto de Curitiba, pegamos o contorno que vai para São Paulo para chegar até Quatro Barras. Já passava das 18:00 hs. e começava a escurecer.




Andamos um bom trecho e o Otávio ficou, tinha furado novamente o pneu da bike. Naquele momento começou a pintar um stress, pois estávamos na periferia de Curitiba, BR e já era noite. Como o Antônio tinha ido na frente para garantir o lugar na pousada e a Margarete já estava lá, acionamos o Antônio e ele veio de carro para dar apoio.  Colocamos a bike do Otávio na camionete, ele continuou o trajeto com a minha e eu aproveitei a carona do Antônio. Todo mundo reunido novamente, na pousada a Margarete fez uma macarronada caprichada e nos abastecemos novamente. Chamada de 5.13, pelo grau de dificuldade, a pousada é abrigo para montanhistas e amantes da natureza.



No dia seguinte, chegou um amigo do Antônio, o Lulis, que nos acompanhou até o alto da Serra da Graciosa, pelo caminho de D. Pedro II. Chegando lá, mais um lanche, muita água, muitas fotos, e a preparação para o trecho mais interessante da viagem, a descida da serra. Um percurso muito bonito, muitas curvas, muito verde, paisagem fantástica.









Fim da descida, chegamos em Morretes. A Margarete já estava esperando em frente ao restaurante para o almoço.


Antes porém, tivemos que consertar a câmara da minha bike, pois havia furado. Todos almoçados, tudo pronto, e decidimos que iríamos até Paranaguá e eu aproveitaria para visitar a minha filha, Ana Paula, o Adriano e minha netinha, a Isabella. Chegamos em Paranaguá já estava escurecendo e fomos direto para casa da Ana Paula, que avisada que passaríamos por lá, nos esperava com um bom café. Abraços, comentários sobre a viagem e, após, tínhamos que descansar. Eles foram para o hotel e eu fiquei com minha netinha.






Continuamos nossa pedalada, agora em direção a Itapoá. Asfalto muito ruim no começo, depois melhorou. Enfrentamos um trecho de 11 km. de estrada de chão com muita areia. Depois de Itapoá, tínhamos que chegar até a Baía de Babitonga

Na manhã seguinte, levantei cedo, tomei café e fui me encontrar com o pessoal lá no hotel. Saímos de Paranaguá em direção a Guaratuba, o tempo mudou e começou a chover. Continuamos pela rodovia que passa pelas praias de Matinhos, Praia de Leste, Caiobá, pegamos o ferry-boat e chegamos em Guaratuba.






Almoçamos no restaurante "O Calçadão", com direito a peixe e camarão. O Nelson não poderia deixar passar em branco e foi jogar na Mega-Sena.




Continuamos nossa pedalada, agora em direção a Itapoá. Asafalto muito ruim no começo, depois melhorou. Enfrentamos um trecho de 11 km. de estrada de chão com muita areia. Depois de Itapoá, tínhamos que chegar até a Baía de Babitonga para pegar a balsa e passar para São Francisco do Sul. Nesse vilarejo chamado Vila da Glória, o Antônio se despediu da gente, colocou a sua bike na camionete e seguiu com a Margarete para Joinville.





Pegamos um hotel em São Francisco do Sul. Banho tomado, roupa limpa e o merecido descanso, porém, como ninguém é de ferro veio a idéia do chope. Barzinho à beira mar, um peixe gostoso e um copo de chope. A nossa pedalada já tinha rendido quase 500 km. em cinco dias.

No dia seguinte, saímos de São Francisco do Sul, passamos numa oficina, pois o Otávio tinha ficado sem a "quinta marcha". Câmbio regulado, bike na estrada e começamos a contagem regressiva. Fizemos o percurso final numa boa, passamos novamente por Guaramirim, Massaranduba, e mais uma paradinha numa padaria antes de chegar em Blumenau. Enfim, chegamos ao ponto de partida. Fim do sexto dia de viagem e exatamente 600 km. percorridos.
 




Missão cumprida e... Até a próxima

                                                                    FIM."

Agradeço ao Celso por permitir a publicação desse relato, aqui no blog.


Eu percorri 450 km. partindo de Joinville e encontrando o grupo no hotel de Corupá.
 




sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Vale Europeu de Cicloturismo. Roteiro 7: Alto Palmeiras-Benedito Novo-Timbó 25/09/2021

 

Um amanhecer mais frio, após uma boa noite de sono. Como a pousada não fornece café da manhã, fomos na lanchonete ao lado comer um mixto quente e tomar uma média com leite. Aproveitamos para solicitar um sanduíche duplo para o nosso lanche/almoço no pedal.

Vista do quarto da pousada, na manhã.

Como a pousada possui uma garagem fechada bem grande, os paulistas guardaram todas as suas bikes nesse local. Acredito que a outra pousada que ficaram não tenha um local apropriado. Então de manhã o local estava agitado com manobras de bike pelo pátio. Foi então que conheci o Rodrigo, marido da Carol e que ela tinha falado que viria hoje para ajudar no trabalho de guia do grupo. Ele também estava com uma e-bike.

Pelo jeito o Rodrigo é um estudioso/conhecedor de peças de bike, pois observou que na minha bike V-brake 26, eu ainda uso os trocadores Shimano Dual Control. É conforme a foto abaixo, linha Deore XT (todas as peças da bike são XT). Não vingou no mercado,  pois os ciclistas que fazem trilhas ou pedais mais acelerados, precisam fazer essas manobras de forma rápida e independente. Mas no cicloturismo, aonde andamos mais devagar, eles funcionam adequadamente. São extremamente macios na troca de marchas (devido alavanca longa).Vc faz tudo numa única peça, troca para baixo e para cima e também freia. Uso desde final de 2008, já tem mais de 25.000 km. e nunca deu problema.




Também observou que uso cubo dínamo Shimano XT, na dianteira. A energia gerada acende o farol dianteiro e a lanterna traseira. Para o cicloturismo é muito bom, pois não se carrega baterias ou pilhas. A perda de arrasto é ínfima.


Partimos às 08:40 h. para o último roteiro do circuito, que envolve inicialmente uma parte mais plana, depois uma boa descida e após uma subida, sendo essa a mais acentuada de todas do Vale Europeu. Trajeto mais curto hoje, em torno de 50 km.








Um trecho basicamente plano de 15 km. até a igreja da estrada geral de Rio Milanês (Paróquia Imaculada Conceição).


Após são uns 5 km. de descida até a ponte coberta sobre o rio dos Cedros, mas conhecida como a ponte coberta do Rio Milanês. Nesse trecho encontramos novamente o Rodrigo assessorando os paulistas e estavam fazendo uma pequena trilha bem íngrime, na beira da estrada. 

Fotos antes da descida. 



Os últimos 1,8 km. dessa descida são bem inclinadas, com bastante costelas de vaca. Encontramos subindo, um comboio de uns 15 veículos 4 X 4, entre diversas camhionetes e Jeep Troller. Tivemos que tomar cuidado, pois vinham embalados.

Fotos da ponte coberta e do rio. 







Nesse ponto encontramos outro grupo de ciclistas paulistas e o Sr. que conversamos, falou que estava vindo pela segunda vez e trazendo amigos. Dessa vez veio com carro de apoio, mas na anterior pedalou com alforges. Disse que gosta muito da região, por a natureza ser muito bonita e principalmente, pelo tratamento do povo catarinense dessas localidades, ser muito atencioso.

Seguimos pela margem esquerda por mais uns 4 km. 


Atravessamos uma ponte de concreto à direita e após à esquerda, no asfalto por uns 300 m. e novamente à direita, agora chão pela estrada do Rio Cunha. Por uns 4,5 km. serão só subida, sendo os últimos 1,7 km. bem inclinados e teve alguns empurra bike. 





Um pouco antes do topo, paramos numa casa para pedir água e fomos muito bem atendidos por 3 senhores, que nos forneceram água gelada. 

Hoje foi o dia que teve mais sol em nossa viagem.

No topo paramos num ponto de ônibus, como uma banquinho de madeira, para fazermos o nosso lanche/almoço. Era umas 12:20 h.

Passamos até por rodeio crioulo nessa viagem.


Após, uns 2,5 km. de plano e mais 4,5 km. de descida até Benedito Novo. Atravessar a cidade até a SC-477 (liga Benedito a Doutor Pedrinho) no paralelepípedo é o terror de ciclista.



Dobramos à esquerda e seguimos por uns 2,7 km., aonde atravessamos para o outro lado do rio, seguindo boa parte por paralelepípedo (estrada antiga) até a SC-110 (ligação de Timbó a Rodeio).
 


E finalmente nossa chegada em Timbó, finalizando a volta completa do circuito.





Os carimbos das etapas comcluídas.




Ao final dessa cicloviagem, fica o registro na memória de bons momentos que passei junto com o Dalri. Valeu muito também, por rememorar diversas passagens de 2008, quando fiz o Circuito VE, na mesma quantidade de dias (total de 5). Essa vez foi em duas etapas, na anterior foram dias corridos.


E fica a sugestão para quem pedala. Faça uma cicloviagem (2 dias ou mais). Vá com um ou mais amigos. Se gosta de se sentir mais confortável e seguro, contrate uma empresa de cicloturismo (que darão apoio/assessoria no trajeto e levarão as bagagens), enfim, saia daqueles pedais diários de bate e volta. 
Cicloviajando vc. conhece locais diferentes e a cultura da região, podendo apreciar calmamente toda a natureza, principalmente se for numa velocidade de pedal mais moderada. Claro que vc pode fazer tudo isso nesse mesmo local, com um veículo motorizado, mas é bem diferente.

Mas vá principalmente com calma para aproveitar. Não precisa bater recordes no Strava. O Circuito Vale Europeu tem 7 roteiros, fazê-lo em 5 dias já é puxado. Escutei de um paulista que encontramos no caminho, que teve 2 amigos que fizeram o total dos 300 km. do circuito, em 2 dias. Isso é loucura.

Chegada em Timbó às 14:40 h. Feito a logística de buscar o carro em Rodeio, retornar, carregar as bikes, chegamos em casa às 18:00 h.

Fotos: Heil e Dalri

Km. do dia: 53,71
Altimetria máxima: 735 m.
Altimetria mínima: 74 m.
Altimetria acumulada: 713 m. (pelo Wikiloc)
Track(roteiro): aqui

Total parcial (últimos 4 roteiros):
Km.: 199,46
Altimetria acumulada: 3.859 m. 

Total geral (7 roteiros do Vale Europeu):
Km.: 332,10
Altimetria acumulada: 5.223 m.