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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Viagem Joinville-São Fco. de Paula. Dia 7:São José dos Ausentes-Cambará do Sul-25/09/2012

O dia amanheceu bem frio e com uma neblina densa. Após o café, começamos o nosso pedal que teve algumas variantes desconhecidas no mapa do trajeto, isto é, algumas perdidas na parte urbana de São José.
Mas logo estávamos na BR-285 e os primeiros 5 km. foram de asfalto. Depois voltamos a nossa conhecida estrada de chão, ora com pedras soltas, ora socadas.




Pousada Vale das Trutas (São José)





Na altura do posto de controle de ICMS,  dobramos à direita e pegamos a RS-020. A BR-285 segue rumo a cidade catarinense de Timbé do Sul, passando pela serra da Rocinha. Existe um projeto bem antigo para ser asfaltada, pois é a interligação mais curta na região, entre os dois Estados.
Neste ponto, dois cachorros (após alguns agrados), resolveram nos acompanhar. Como era um trecho de descida, eles não tinham a mesma velocidade, mas devido a mudança do tempo e com início da chuva, tivemos que parar e colocar as capas de chuva. E lá chegaram os dois.
Era uma trovoada se aproximando e a chuva aumentou muito. Aproveitamos que estávamos chegando na Pousada Flor de Açucena e demos uma parada na esperança que a chuva amainasse.
Fomos muito bem recebidos pelo capataz e proprietário, conversamos uns 30 minutos e quando a chuva acalmou seguimos viagem.
Os cachorros foram mandados embora pelo pessoal da pousada, pois na mesma já tinham 2 ou 3, e poderiam entrar em briga.





A trovoada e a chuva trouxeram uma mudança no clima, entrando um vento forte e baixando a temperatura.
Na localidade de Rio Verde, paramos numa lanchonete ao lado de uma fábrica de celulose (Cambará S.A.) para o nosso lanche/almoço.
Logo enfrentamos um trecho em obra e com algumas subidas fortes e com bastante terra revirada. No topo fomos premiados com um trecho de asfalto até Cambará.
Ao chegarmos na cidade, fomos até a Casa do Turista pegar informações sobre pousadas. Enquanto o Lyra obtinha os detalhes, fiquei de lado de fora e ficando parado dava para sentir a baixa temperatura.
Após não encontrar ninguém para nos atender em uma, na outra o preço estava exorbitante, em outra instalações bem antigas, acabamos ficando na Pousada Pôr do Sol(54) 3521-1390. Ficava na entrada, aonde já tínhamos passado. Possuía calefação que era fundamental com aquele frio todo. Desta pousada já tinha obtido boas informações na internet e conversando com o proprietário fiquei sabendo que grupos de Joinville que foram pedalar na região, também ficaram por lá.
Para compensar o almoço, fomos jantar na Galeteria O Casarão (54) 3251-1711, que pelo site dá para ter uma noção da variedade de comida. Com aquele frio nada melhor do que uma sopa que os gaúchos chamam de agnolini (capeletti), massa com recheio de frango temperada com noz noscada.
A pousada fica a uns 300 m. do restaurante e foi uma opção ideal para não retirarmos as bikes que estavam guardadas.

Km. do dia: 59.
Track: aqui




Viagem Joinville-São Fco. de Paula. Dia 6:Bom Jardim da Serra-São José dos Ausentes-24/09/2012

Como a neve prevista não chegou, o frio que se apresentava já estava de bom tamanho para ser encarado na estrada. Café a beira de um fogão de lenha, rosquinhas frescas feitas de polvilho e queijo branco, preparadas pela Dona Tereza, foram os ingredientes certos para o nosso aquecimento inicial.
Arrumamos os alforjes, nos despedimos do Sr. Anastácio, D. Tereza e Gabriel, agradecendo a atenção e carinho com que nos atenderam e, às 08:05h. passamos pela porteira da fazenda.



Logo estávamos na cidade, aonde paramos num mercado e precavidamente selecionamos os componentes do nosso almoço, pois a nosso trajeto seria por uma estrada pouco movimentada e não tínhamos certeza do que encontrar para comer.
O início foi um belo sinal do que seria uma constante neste dia: subir/descer ou vice/versa. Ainda bem que estes aproximados 4 km. de subida foram de asfalto, se transformando em seguida na estrada de chão em obras. Caminhões, máquinas da empreiteira e muitas pedras soltas pelo caminho.




Rios não faltam no trajeto.



Para quem se interessar um pouco pela história da vaca mecânica.




Para chegar na localidade de Várzea, aonde está o Rio das Contas que faz a divisa SC/RS, tivemos um 8,5 km. de descidas acentuadas aonde todo o cuidado era pouco para não cair (pedras e mais pedras). Chegamos na altitude mais baixa deste trajeto (próxima de 1.000m.),  e aproveitamos algumas sombras próximas da margem para fazermos o nosso lanche/almoço.
Ao atravessarmos a ponte, fomos em busca de água numa casa próxima para suprir as caramanholas.
O Sr. Anastácio que passou recentemente nesta trajeto, tinha comentado que a estrada no trecho do RS estava bem melhor que em SC. Confirmamos que a informação era verdadeira.


Lá no fundo, parque de energia eólica.


Cemitério isolado.


Tínhamos no planejamento do dia, uma visita ao canion Monte Negro, mas devido o horário tivemos que passar direto.
Na confluência com a estrada que vem de São Joaquim e bem próximo ao Rio do Marco, tem  placas com todos os roteiros da região.


Rio e pequenas quedas d'água no acesso a localidade de Silveira.


Em Silveira, paramos em uma padaria para um lanche.Como tínhamos aprox. uns 23 km. para chegar em São José e já passavam das 16:30h., tivemos que elevar o ritmo das pedaladas para não chegar depois do anoitecer. Contamos com a sorte, pois a estrada estava em bom estado e tinha longas  retas e poucas subidas acentuadas.
Com as informações obtidas em Silveira, ao chegarmos em São José dos Ausentes, bem na entrada da cidade tinha o posto e hotel Cesa (54) 3234-1166, aonde ficamos. Apto. bem confortável.
A temperatura estava bem fria.
Jantamos no próprio hotel e fomos dormir cedo, pois o cansaço era muito grande.

Km. do dia: 89 com 1.976 m. de altimetria.
Track: aqui