Mostrando postagens com marcador rodeio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rodeio. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Vale Europeu de Cicloturismo. Roteiro 4: Rodeio-Benedito Novo-Doutor Pedrinho-Cachoeira Véu de Noiva 23/09/2021

Devido a pandemia, a parte alta do Circuito que pretendíamos acabar em 2020 foi prorrogada para iniciarmos nessa data. O Roteiro 1 foi realizado em 14/03/2020 e os Roteiros 2 e 3 em 15/03/2020.

Tralhas arrumadas, reservas nas pousadas feitas, partimos cedo de Joinville para Rodeio. O companheiro seria novamente o Dalri (Carlos Alberto), com quem fiz a parte baixa. Devido ao engarrafamento na chegada em Blumenau e também na BR-470, só conseguimos iniciar o pedal às 09:05h. O Marcelo, da Pousada Cama e Café Stolf gentilmente nos cedeu uma vaga de garagem para guardarmos o carro até o retorno.

Nem bem aquecemos, logo iniciamos a subida do Morro do Ipiranga ou o Caminho dos Anjos, que se estende por uns 8 km. Nesse ponto conhecemos um grupo de ciclistas paulistas e que tivemos contato nos três dias de pedal. Eles estavam sem alforges, pois contrataram uma empresa de cicloturismo para apoiá-los/guiá-los no trajeto.

O Caminho dos Anjos foi criado pelo agricultor Paulo Notari, que faleceu em junho de 2020, de causas naturais. Com a ajuda dos filhos, deixou montado um Cristo Redentor de 9 metros e 64 anjos com 2m. de altura cada um, espalhados pelo caminho. Além disso, plantou hortênsias pelas beiradas da estrada que foram se espalhando por toda a extensão do caminho, até o topo. Quem quiser conhecer um pouco da história do Sr. Paulo, veja aqui.





Parada novamente logo a frente, na Capela Nossa Senhora de Lourdes.



E de agora em diante é que começa a subida mais forte. Devagar fomos galgando o morro até chegarmos no topo, na altura de 744 m. Quem viaja com alforges tem que ter a combinação de muita paciência e força nas pernas. Além disso, já fazia praticamente 1 ano e meio que não viajávamos com peso. Na virada do morro já estávamos no município de Benedito Novo.


E agora teríamos pela frente um trecho basicamente de descida, de uns 11 km. Na altura da igreja de Alto Ribeirão Liberdade, às 11:50 h., paramos para o lanche/almoço.


Casa enxaimel.


Energias repostas, seguimos até a igreja Evangélica de Confissão Luterana do mesmo bairro (Ribeirão Liberdade). Acredito ser a única no Brasil com esse tipo de técnica construtiva (enxaimel).



Como precisava ir ao banheiro, procurei por um. Na lateral da igreja tinha um extremamente limpo e com papel higiênico em quantidade. Comentei com o Dalri e ele disse que foi lá na capela que passamos e, também estava muito bem higienizado. Cultura do local. Como sabem que a maioria dos ciclistas/cicloturistas param para as fotos, deixam o local sempre pronto para uso e com portas abertas.

Na passagem pela Cascata Salto Donner na entrada de Doutor Pedrinho, fiz questão de levar o Dalri até a base, via asfalto (SC-477) e uma pequena rua de chão de acesso, mas o decepcionei. O nível da água era muito baixo e tinha apenas um filete no paredão. 



Estive anos atrás e fui premiado (maio de 2016). Viu Dalri, não o enganei, rsrsr.


Às 15:00 h. chegamos na Pousada Casa Nina e descarregamos os alforges. Partimos para a Cachoeira Véu de Noiva e depois voltamos (uns 20 km.), pois no dia seguinte não iríamos por esse caminho para o Alto Cedros (Lago Pinhal). Trecho todo asfaltado que vai sentido Rio Negrinho ou Itaiópolis.

Acesso a cachoeira por uma trilha de 1 km.



O acesso próximo a cachoeira está sendo reformado e terá um mirante na meia altura dos seus 63 m. de queda.
Um belo espetáculo da natureza.







Retorno a pousada às 16:50 h. Um bom banho e jantar na própria pousada, já incluído na diária.
Um dia nublado, ideal para um início de viagem.
Agradeço ao Dalri pela companhia.

Fotos: Heil e Dalri.

Km. do dia: 67,71
Altimetria máxima: 744 m.
Altimetria mínima: 80 m.
Altimetria acumulada: 1.504 m. (pelo Wikiloc)
Track(roteiro): aqui



domingo, 22 de março de 2020

Vale Europeu de Cicloturismo. Roteiros 2 e 3: Pomerode-Indaial-Rodeio 15/03/2020



Após uma boa noite de descanso, levantamos cedo, arrumamos todas as tralhas, lubrificamos as correntes e estávamos prontos para percorrer os trechos 2 e 3 do circuito. Nos despedimos das esposas que retornariam um pouco mais tarde para Joinville e também da D. Maria, dona da pousada. Recentemente ela ficou viúva e aos seus 81 anos  continua ativa, sempre com uma boa palavra de fé e estímulo.


Como a pousada não tem café, mas mantém um preço justo (as demais pousadas em Pomerode, com a Osterfest, estão com preços exorbitantes), seguimos às 07:15 h. para uma padaria próxima para o café da manhã.
Às 07:45 h. efetivamente iniciamos o pedal do dia.



 

Saímos pelo bairro Wunderwald, e logo após uns 6 km. da placa do roteiro do segundo dia, começam alguns morrinhos que são os mais puxados dessa etapa. O ponto mais alto chegou a 322 m. de altitude.

Uma paisagem de encher os olhos.


Após, caímos no Vale do Selske, que é um trecho bem plano até chegar na SC-421(asfalto que liga Blumenau a Pomerode).



Após pedalar por 1 km. e pouco no asfalto, dobramos à esquerda para a região denominada Mulde,  A uma altura de 800 m. depois da saída do asfalto, encontramos um pé de goiaba carregado (está na sua época), num terreno vazio e à venda. Como já passava das 10 h., estava no momento ideal de um lanche.


Após mais uns 9 km., numa subida num ribeirão (acredito ser o mesmo nome da rua Ribeirão Souto), tiramos as nossas sapatilhas e refrescamos as pernas, já que o calor e o sol forte mostravam como seria esse dia.




Antes da saída na BR-470 em Indaial, encontramos novamente os nossos conhecidos ciclistas paulistas que estavam lá no topo da serrinha do Rio Ada no dia anterior.

Entrada em Indaial pela Ponte dos Arcos.


Rio Itajaí-Açú e Ponte Victor Konder ao fundo.


Término do roteiro do dia 2.


Como já íamos emendar daí, no roteiro 3 do circuito, seguimos pela margem esquerda do rio, mas não encontramos nenhuma lanchonete aberta ou local para carimbar o passaporte. Voltamos para o centro para procurar o hotel Larsen, aonde fiquei em 20008. Após o carimbo, fomos a procura de algo para comer, sendo que encontramos um buffet simples e quase fechando, na rua Marechal Floriano Peixoto (já passava das 13:40 h.). 
Indaial aos domingos parece uma cidade fantasma.

Partimos às 14:20 h. sentido bairro Warnow, com um sol de fritar ovos no asfalto.

Casa antiga se acabando no tempo.


Pinguela do Warnow, que liga o bairro a BR-470, com sistema eletrônico de controle de semáforo em cada lado.




Casa antiga.


Parada num bar para comprar água e chupar 2 picolés cada um. Calor estava bem forte.

Ponte coberta do bairro.


Após a ponte, são 11 km. de estrada de chão até Ascurra, com as famosas costelas de vacas, terror de ciclistas/cicloturistas.


Em Ascurra, entramos logo à esquerda depois da ponte sobre o Rio Itajaí-Açú, na BR-470. Até Rodeio são alguns quilômetros de muito calçamento de pedra (uns 4). Fomos até a Pousada Cama e Café Stolf, aonde carimbamos o passaporte e fomos muito bem atendidos pelo Marcelo.

Fotos: Dal'ri e Heil.
Km. do dia: 81
Altimetria máxima: 322 m.
Altimetria mínima: 52 m.
Altimetria acumulada: 759 m.
Track(roteiro): aqui

Como ainda tínhamos que chegar em Timbó para pegar o carro e voltar para casa, partimos de Rodeio às 17:30 h. e com 17 km., chegamos às 18:50 h. Percurso plano sobre asfalto e com um bom acostamento.

Km. desse trajeto: 17
Altimetria máxima: 116 m.
Altimetria mínima: 69 m.
Track(roteiro): aqui

Chegamos em Joinville às 21:30 h., cansados mas com o espírito renovado. Agradeço ao Dal'ri pela companhia.

Lembrança de 2008. Algumas fotos do pedal deste mesmo trajeto. Bike: Caloi Elite com Alívio 24.